{"id":2064,"date":"2018-06-25T13:09:05","date_gmt":"2018-06-25T16:09:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.michaellaitman.com\/?p=2064"},"modified":"2018-06-25T13:36:24","modified_gmt":"2018-06-25T16:36:24","slug":"por-que-construimos-teorias-e-filosofias-sobre-o-que-acontece-depois-que-morremos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.michaellaitman.com\/pt\/artigos\/por-que-construimos-teorias-e-filosofias-sobre-o-que-acontece-depois-que-morremos\/","title":{"rendered":"\u201cPor Que Constru\u00edmos Teorias E Filosofias Sobre O Que Acontece Depois Que Morremos?"},"content":{"rendered":"<div class=\"_5pbx userContent _3576\">\n<p>O The Jerusalem Post publicou meu novo artigo \u201cPor Que Constru\u00edmos Teorias E Filosofias Sobre O Que Acontece Depois Que Morremos?\u201d<br \/>\nPor que uma pessoa que est\u00e1 viva precisa construir teorias e filosofias sobre a morte? Ela \u00e9 uma parte insepar\u00e1vel da vida, ent\u00e3o por que est\u00e1 escondida de n\u00f3s?<\/p>\n<p>Os n\u00edveis inanimado, vegetativo e animado da natureza n\u00e3o t\u00eam consci\u00eancia da morte. Eles se sentem fracos quando est\u00e3o se aproximando da morte, mas apenas em termos de sua sobreviv\u00eancia chegando ao fim. Portanto, eles n\u00e3o t\u00eam perguntas al\u00e9m da morte, nem sobre o passado, presente ou futuro em geral. Essas perguntas surgem apenas em humanos, porque temos um ponto especial acima da exist\u00eancia corporal e animal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>N\u00e3o sentimos a vida enquanto somos gametas em nossos pais. N\u00e3o sabemos como nossos pais se conheceram e trouxeram aquela c\u00e9lula viva inicial da qual nos desenvolvemos. Tamb\u00e9m n\u00e3o temos a sensa\u00e7\u00e3o de como nosso corpo gradualmente se desfaz at\u00e9 que algo cause sua morte, assim como o que resta dele depois.<\/p>\n<p>O que particularmente falhamos em entender \u00e9 que, ao contr\u00e1rio de animais e plantas, nos sentimos como existindo em algo superior e maior que nossos corpos. N\u00e3o podemos identificar essa sensa\u00e7\u00e3o, mas em geral chamamos de \u201cvida\u201d.<\/p>\n<p>H\u00e1 subsist\u00eancia, viver em prol da sobreviv\u00eancia e da reprodu\u00e7\u00e3o, e h\u00e1 vida, viver em prol de algo maior.<\/p>\n<p>Passamos grande parte de nossas vidas contemplando, examinando e pesquisando esse ponto do que \u00e9 a vida e como podemos preencher nossa exist\u00eancia. Esse desejo adicional acima de nossa vontade de sobreviv\u00eancia significa muito para n\u00f3s. Estamos prontos para trabalhar e sofrer por isso.<\/p>\n<p>O desenvolvimento da humanidade est\u00e1 nos levando gradualmente a um desejo cada vez maior de entender a adi\u00e7\u00e3o da vida acima de nossas necessidades de sobreviv\u00eancia. O que \u00e9 especialmente evidente em nossa era \u00e9 que, enquanto temos uma abund\u00e2ncia de necessidades da vida \u2013 mais do que em qualquer outro per\u00edodo hist\u00f3rico \u2013 a eterna pergunta sobre o sentido e prop\u00f3sito da vida desperta mais do que em qualquer outra \u00e9poca.<\/p>\n<p>No entanto, a resposta a essa pergunta \u00e9 elusiva.<\/p>\n<p>A mir\u00edade de teorias, fantasias e m\u00e9todos que desenvolvemos, sejam religiosos ou seculares, s\u00e3o todos especula\u00e7\u00f5es infundadas.<\/p>\n<p>Por qu\u00ea?<\/p>\n<p>Porque a forma de nossas vidas atuais \u00e9 selada em nossa natureza material corp\u00f3rea inata, que \u00e9 o desejo de receber prazer e prazer. N\u00f3s nos sentimos e nos identificamos nesse desejo e n\u00e3o temos capacidade de imaginar nada fora dele.<\/p>\n<p>Nossas sensa\u00e7\u00f5es, pensamentos, desejos e fantasias s\u00e3o todos voltados para a satisfa\u00e7\u00e3o de nosso desejo de desfrutar.<\/p>\n<p>Mas este \u00e9 o nosso \u00fanico desejo?<\/p>\n<p>Se tiv\u00e9ssemos apenas o desejo de desfrutar, ser\u00edamos como animais, trancados unicamente em um impulso instintivo para nos realizarmos ao m\u00e1ximo em todos os momentos de nossas vidas.<\/p>\n<p>No entanto, temos um ponto muito pequeno, uma centelha que vem de um n\u00edvel superior \u00e0 nossa exist\u00eancia animal. Devido a este ponto que desperta em n\u00f3s, fazemos as perguntas: \u201cQual \u00e9 o sentido da vida?\u201d e \u201cPara que vivemos?\u201d<\/p>\n<p>Esse ponto tamb\u00e9m desperta sensa\u00e7\u00f5es negativas em n\u00f3s \u2013 insatisfa\u00e7\u00e3o, vazio, depress\u00e3o, desamparo e desespero \u2013 que nossa gera\u00e7\u00e3o sente mais do que qualquer outra. Organizamos nossas vidas para nos libertar das preocupa\u00e7\u00f5es em prover nossas necessidades e, precisamente por causa disso, a pergunta sobre o sentido da vida \u00e9 liberada, fazendo surgir demandas mais vigorosas. Como resultado, problemas muitos novos na sociedade humana est\u00e3o surgindo.<\/p>\n<p>N\u00f3s pensamos que temos todos os tipos de desejos diferentes na humanidade por dinheiro, honra e conhecimento, por todos os tipos de coisas al\u00e9m do n\u00edvel de comida, sexo e fam\u00edlia. No entanto, n\u00f3s realmente s\u00f3 temos a pergunta sobre o sentido e prop\u00f3sito da vida, que exige uma resposta.<\/p>\n<p>Existem diferentes n\u00edveis de sentimento e consci\u00eancia desta pergunta em diferentes pessoas, e \u00e9 uma grande influ\u00eancia em nossas vidas di\u00e1rias.<\/p>\n<p>Os diferentes maneirismos, culturas, costumes e cren\u00e7as de todas as na\u00e7\u00f5es s\u00e3o, em \u00faltima inst\u00e2ncia, respostas para a quest\u00e3o do sentido e prop\u00f3sito da vida. Em nossas necessidades b\u00e1sicas de comida, sexo e fam\u00edlia, somos essencialmente os mesmos. No entanto, no momento em que entramos em nossos desejos sociais por dinheiro, honra e conhecimento, nossas vidas s\u00e3o moldadas pelo car\u00e1ter de como a pergunta sobre o sentido e prop\u00f3sito da vida surge em n\u00f3s e como respondemos a ela. N\u00f3s diferimos precisamente em como respondemos a essa pergunta.<\/p>\n<p>N\u00f3s nos movemos em diferentes dire\u00e7\u00f5es tentando responder \u00e0 pergunta sobre o sentido e prop\u00f3sito da vida. No entanto, sem uma resposta verdadeira, que nos d\u00ea uma satisfa\u00e7\u00e3o duradoura, continuamos a nos encontrar deprimidos, vazios e desesperados. Como resultado, hoje assistimos a uma redu\u00e7\u00e3o do nosso desenvolvimento mental e emocional. Em eras passadas, tivemos muito maior respeito pela filosofia, ci\u00eancia e artes. Hoje, no entanto, a sociedade est\u00e1 se voltando para maior conforto e conveni\u00eancia, e valorizando as tecnologias que podem servir como um meio para esse fim.<\/p>\n<p>Apesar de todos esses confortos e distra\u00e7\u00f5es, continua sendo verdade que, se n\u00e3o encontrarmos uma resposta satisfat\u00f3ria para a pergunta sobre o sentido e prop\u00f3sito da vida, sofreremos cada vez mais. Enquanto a gera\u00e7\u00e3o mais jovem hoje se concentra mais em tecnologias, isso chegar\u00e1 ao fim. Com cada vez menos impulso para construir fam\u00edlias e dar \u00e0 luz filhos, eles n\u00e3o querem ser \u201cferas comuns\u201d que vivem como se estivessem em um rebanho, porque a quest\u00e3o sobre o sentido da vida vive e respira nelas.<\/p>\n<p>At\u00e9 agora, a gera\u00e7\u00e3o mais jovem responde de forma passiva: \u201cN\u00e3o estamos no seu jogo. Voc\u00eas querem viver e ter sucesso, assim seja. N\u00e3o \u00e9 para n\u00f3s\u201d. O pr\u00f3ximo est\u00e1gio ap\u00f3s esta gera\u00e7\u00e3o ser\u00e1 mais agu\u00e7ado, e sua resposta, muito mais irritada.<\/p>\n<p>Quanto mais a resposta \u00e0 pergunta sobre o sentido da vida nos iludir, mais veremos a ascens\u00e3o e queda de todos os tipos de distor\u00e7\u00f5es que tentam aparecer em seu lugar. A legaliza\u00e7\u00e3o e a promo\u00e7\u00e3o de drogas pesadas se levantar\u00e3o para tentar nos acalmar. As tecnologias emergir\u00e3o continuamente para tornar nossas vidas mais f\u00e1ceis, para nos fazer sentir satisfeitos em ficar sentados em nossas resid\u00eancias durante todo o dia. Mas esses esfor\u00e7os n\u00e3o ser\u00e3o v\u00e1lidos.<\/p>\n<p>De fato, se pusermos nossos cora\u00e7\u00f5es para responder apenas a uma pergunta muito famosa, tenho certeza de que todas essas perguntas e d\u00favidas desaparecer\u00e3o do horizonte, e voc\u00ea olhar\u00e1 para o lugar delas para descobrir que elas desapareceram. Essa pergunta indignada \u00e9 uma pergunta que o mundo inteiro se pergunta, a saber, \u201cQual \u00e9 o sentido da vida?\u201d. Em outras palavras, esses anos enumerados de nossa vida nos custam muito e as in\u00fameras dores e tormentos que sofremos por eles, para complet\u00e1-los ao m\u00e1ximo, quem \u00e9 que os aprecia? Ou ainda mais precisamente, a quem eu me delicio? \u00c9 verdade que os historiadores se cansaram contemplando-a, e particularmente em nossa gera\u00e7\u00e3o. Ningu\u00e9m sequer deseja considera-la. No entanto, a pergunta permanece t\u00e3o amarga e veemente quanto sempre. \u00c0s vezes nos encontra sem ser convidada, bica nossas mentes e nos humilha no ch\u00e3o antes de encontrarmos a famosa manobra de fluir sem pensar nas correntes da vida como sempre. \u2013<br \/>\nYehuda Ashlag, Introdu\u00e7\u00e3o ao Estudo das Dez Sefirot<\/p>\n<p>S\u00e9culos atr\u00e1s, O Livro do Zohar, bem como o renomado Cabalista do s\u00e9culo XX, Yehuda Ashlag (Baal HaSulam), previram que a partir do final do s\u00e9culo XX, a pergunta sobre o sentido da vida se intensificaria em toda a humanidade, exigindo mais e mais pessoas buscando sua verdadeira resposta. Aqueles que permanecem insatisfeitos com o que nossa cultura cria para lidar com essa pergunta, entretanto, que continuam explorando diferentes abordagens, m\u00e9todos e ambientes sem sucesso, devem acabar se descobrindo na sabedoria da Cabal\u00e1.<\/p>\n<p>A sabedoria da Cabal\u00e1 \u00e9 um m\u00e9todo de como perceber e sentir a realidade eterna enquanto vivemos nossas vidas atuais. Atingir tal percep\u00e7\u00e3o, em \u00faltima inst\u00e2ncia, responde a perguntas como \u201cO que acontece quando voc\u00ea morre?\u201d e \u201cQual \u00e9 o sentido da vida?\u201d Porque, ao fazer isso, acessamos nossa vida espiritual que continua vivendo ap\u00f3s a morte de nossos corpos proteicos. Ao nos envolvermos no m\u00e9todo, passamos por mudan\u00e7as significativas que revelam uma percep\u00e7\u00e3o completamente diferente da realidade, descobrimos uma satisfa\u00e7\u00e3o duradoura, uma conex\u00e3o mais profunda com os outros e com a for\u00e7a causal da realidade, e obtemos um senso de integridade e harmonia com o mundo ao nosso redor. Essa maravilhosa sabedoria est\u00e1 aberta a todos e aguarda qualquer um com um desejo sincero de encontrar a raz\u00e3o principal de por que surgimos aqui neste planeta.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"_3x-2\">\n<div>\n<div class=\"mtm\">\n<div>\n<div class=\"_5cq3 _1ktf\">&nbsp;<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O The Jerusalem Post publicou meu novo artigo \u201cPor Que Constru\u00edmos Teorias E Filosofias Sobre O Que Acontece Depois Que Morremos?\u201d Por que uma pessoa que est\u00e1 viva precisa construir teorias e filosofias sobre a morte? 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