{"id":1879,"date":"2015-12-07T09:53:38","date_gmt":"2015-12-07T12:53:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.michaellaitman.com\/?p=1879"},"modified":"2017-12-07T09:59:58","modified_gmt":"2017-12-07T12:59:58","slug":"excedente-e-melhoria-no-bem-estar-publico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.michaellaitman.com\/pt\/artigos\/excedente-e-melhoria-no-bem-estar-publico\/","title":{"rendered":"Excedente E Melhoria no Bem-Estar P\u00fablico"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><em>Do livro&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.michaellaitman.com\/artigos\/os-beneficios-da-nova-economia\/\">\u201cOs Benef\u00edcios da Nova Economia\u201d<\/a><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center\">A economia de responsabilidade m\u00fatua ir\u00e1 expor muitos excedentes, que permitir\u00e3o financiar a mudan\u00e7a a nossa frente<\/p>\n<p>Pontos Chave<\/p>\n<ul>\n<li>Superindustrializa\u00e7\u00e3o, superprodu\u00e7\u00e3o, e excesso de consumo t\u00eam tornado a nossa economia moderna ineficiente. Muitos recursos s\u00e3o explorados n\u00e3o para o bem- estar das pessoas, mas para manter o sistema existente.<\/li>\n<li>O sistema econ\u00f4mico atual est\u00e1 esgotando os recursos naturais necess\u00e1rios para a nossa exist\u00eancia, embora n\u00e3o haja escassez real deles. A explora\u00e7\u00e3o inconsequente dos recursos naturais contradiz a atitude de responsabilidade m\u00fatua (onde todos s\u00e3o garantidores do bem-estar um do outro), compete-nos viver nossa vida em um mundo global integral.<\/li>\n<li>A transi\u00e7\u00e3o para uma economia equilibrada e funcional ir\u00e1 expor muitos excedentes financeiros, materiais e sociais, que ser\u00e3o direcionados para benef\u00edcio p\u00fablico, como resultado da transforma\u00e7\u00e3o em nossos relacionamentos e da ado\u00e7\u00e3o de responsabilidade m\u00fatua como um tratado global socioecon\u00f4mico.<\/li>\n<li>Ao tomarmos consci\u00eancia do princ\u00edpio da responsabilidade m\u00fatua na sociedade e na economia, vamos descobrir que as necessidades da sociedade mundial podem ser satisfeitas, enquanto permitimos que a Terra reponha seus recursos e exista em tranquilidade e harmonia com a humanidade e a natureza.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Um elemento-chave na teoria econ\u00f4mica atual \u00e9 a falta. Entre outras \u00e1reas de pesquisa, os economistas estudam o uso de recursos finitos que podem ser substitu\u00eddos por outros. A falta n\u00e3o significa aus\u00eancia completa ou quase completa. Significa que o mundo como ele est\u00e1 hoje, n\u00e3o pode satisfazer plenamente os desejos de todos e cada um de seus habitantes, porque os recursos dispon\u00edveis s\u00e3o limitados, sejam eles metais, alimentos, ou petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>Assim, todos os recursos podem assumir o estado de car\u00eancia. Um dos pap\u00e9is da economia \u00e9 enviar esses recursos para lugares e mercados em que s\u00e3o os mais eficientes e com maior demanda. Em outras palavras, t\u00eam de ser atribu\u00eddos e distribu\u00eddos de forma eficiente.<\/p>\n<p>Por exemplo, o leite pode ser vendido como leite ou utilizado para produzir o iogurte ou sorvete. A quest\u00e3o econ\u00f4mica aqui \u00e9, &#8220;Qual dos poss\u00edveis produtos ir\u00e1 produzir o maior benef\u00edcio?&#8221; Esta &#8220;fun\u00e7\u00e3o de benef\u00edcio&#8221;, juntamente com a propriedade de falta potencial, cria conflito e&nbsp; competi\u00e7\u00e3o que viola a harmonia entre as pessoas e as remove da conex\u00e3o de reciprocidade, cuidado e colabora\u00e7\u00e3o. Isso prejudica a necess\u00e1ria mutualidade entre n\u00f3s no mundo global e conectado em que vivemos.<\/p>\n<p>A economia revela as rela\u00e7\u00f5es entre n\u00f3s, ainda que tamb\u00e9m as afete como fica evidente na car\u00eancia e na fun\u00e7\u00e3o do lucro ego\u00edsta que cria a rivalidade, as coliga\u00e7\u00f5es, as tens\u00f5es e os&nbsp; conflitos. Porque estamos em uma crise econ\u00f4mica global que decorre da nossa incongru\u00eancia com o mundo conectado no qual a humanidade est\u00e1 envolvida, \u00e9 hora de adaptar nossas rela\u00e7\u00f5es com a interdepend\u00eancia para que possamos construir uma nova economia. A vari\u00e1vel, dependente da fun\u00e7\u00e3o do novo objectivo, \u00e9 &#8220;maximizar&#8221; o bem-estar da sociedade humana e alcan\u00e7ar&nbsp; o padr\u00e3o de vida ideal para todos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>N\u00e3o H\u00e1 Falta de Energia na Nova Economia Equilibrada<\/h4>\n<p>A industrializa\u00e7\u00e3o, a urbaniza\u00e7\u00e3o e a nossa moderna sociedade orientada para o consumidor tornou o consumo em uma cultura e em um modo de vida. Juntando com o crescimento da popula\u00e7\u00e3o, que cruzou o limiar de sete bilh\u00f5es, a humanidade est\u00e1 se dirigindo para a beira de um impasse. Este impasse se manifesta em esgotamento dos recursos naturais essenciais, como \u00e1gua pot\u00e1vel e petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>O geof\u00edsico americano, Marion King Hubbert, estabeleceu em 1956 a Teoria do Pico do Petr\u00f3leo. A teoria explica as mudan\u00e7as na disponibilidade de petr\u00f3leo e outros combust\u00edveis f\u00f3sseis em fun\u00e7\u00e3o do excesso de bombeamento e o consequente esgotamento do recurso. Segundo a teoria, uma vez que o petr\u00f3leo n\u00e3o \u00e9 um recurso renov\u00e1vel, \u00e9 prov\u00e1vel supor que, em algum momento, a produ\u00e7\u00e3o mundial de petr\u00f3leo atingir\u00e1 o pico e depois diminuir\u00e1 gradualmente. Hubbert previu o pico de produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo nos EUA, o que ocorreu em 1971.<\/p>\n<p>A teoria de Hubbert est\u00e1 em constante debate entre os acad\u00eamicos devido \u00e0s vastas ramifica\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas e sociais do esgotamento do petr\u00f3leo, j\u00e1 que o crescimento depende da abund\u00e2ncia&nbsp; de energia barata e acess\u00edvel. Quando a disponibilidade deste recurso energ\u00e9tico declinar, o crescimento global ser\u00e1 afetado. Esta afirma\u00e7\u00e3o se aplica aos indiv\u00edduos, bem como \u00e0s empresas. A&nbsp; passagem&nbsp; do&nbsp;&nbsp; pico&nbsp;&nbsp; da&nbsp; produ\u00e7\u00e3o&nbsp;&nbsp; mundial&nbsp; ir\u00e1&nbsp;&nbsp; se manifestar&nbsp; em&nbsp; uma&nbsp;&nbsp; escassez&nbsp; global&nbsp; de combust\u00edvel fundamentalmente diferente das car\u00eancias que vieram antes dele. Desta vez, a sua base ser\u00e1 geol\u00f3gica em vez de pol\u00edtica, uma vez que as crises anteriores ocorreram devido \u00e0 deliberada inefici\u00eancia do processo de extra\u00e7\u00e3o do \u00f3leo.77<\/p>\n<p>Atualmente, os pa\u00edses desenvolvidos est\u00e3o negociando cotas de emiss\u00e3o de CO2. Dito de outra forma, os pa\u00edses est\u00e3o negociando seu &#8220;direito&#8221; de poluir o ar. A polui\u00e7\u00e3o do ar est\u00e1 custando aos contribuintes fortemente, e o com\u00e9rcio de cotas de polui\u00e7\u00e3o do ar \u00e9 mais uma prova de que o sistema econ\u00f4mico est\u00e1 fora de controle. Em vez de pensar em termos da exist\u00eancia humana, harmoniosa entre as pessoas e entre a humanidade e a natureza, onde n\u00f3s nos esfor\u00e7amos para prevenir ou corrigir os danos que causamos ao planeta que nos sustenta, cada pa\u00eds est\u00e1 se esfor\u00e7ando para maximizar seus pr\u00f3prios benef\u00edcios e interesses estreitos.<\/p>\n<p>Por exemplo, o Protocolo de Kyoto se esfor\u00e7ou para estabelecer colabora\u00e7\u00f5es e estabelecer padr\u00f5es internacionais para evitar a deteriora\u00e7\u00e3o cont\u00ednua do estado da Terra. Em vez disso, o protocolo se tornou uma ferramenta nas m\u00e3os de pot\u00eancias industrializadas para encobrir suas ambi\u00e7\u00f5es. Eles come\u00e7aram a negociar quotas de polui\u00e7\u00e3o a fim de continuar a corrida de produ\u00e7\u00e3o. A solu\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica parece contradizer a solu\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, e os interesses econ\u00f4micos e a vis\u00e3o de curto alcance continua a prevalecer, apesar do dano ao bem p\u00fablico e ao futuro da humanidade.<\/p>\n<p>Adaptar a conex\u00e3o entre as pessoas ao que \u00e9 exigido pela interdepend\u00eancia entre n\u00f3s, no mundo global e conectado resultar\u00e1 na luta por congru\u00eancia e harmonia com a natureza, demonstrando- nos que o equil\u00edbrio \u00e9 a maneira ideal de vida.<\/p>\n<p>A tend\u00eancia humana de se concentrar em acumular fortunas, o excessivo consumo e a competi\u00e7\u00e3o est\u00e1 esgotando os recursos n\u00e3o renov\u00e1veis da Terra. Nossa desconsidera\u00e7\u00e3o ao nosso planeta est\u00e1 em contraste com a interdepend\u00eancia que o mundo global integral requer de n\u00f3s. Se eu poluir&nbsp; meu habitat, o resto de n\u00f3s vai sofrer as conseq\u00fc\u00eancias. Polui\u00e7\u00e3o e desconsidera\u00e7\u00e3o est\u00e3o destruindo totalmente nossa sociedade.<\/p>\n<p>Por meio da superprodu\u00e7\u00e3o, impedimos a regenera\u00e7\u00e3o dos recursos. Se mudarmos para o consumo equilibrado, baseado em rela\u00e7\u00f5es que est\u00e3o em sincronia com as rela\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias em um mundo globalizado e interconectado, n\u00f3s n\u00e3o s\u00f3 iremos parar de rejudicar a ecologia e, indiretamente, a sociedade humana, mas tamb\u00e9m iremos permitir que a Terra se recupere e regenere os seus recursos.<\/p>\n<p>A regenera\u00e7\u00e3o das florestas, a preserva\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies vegetais e animais em extin\u00e7\u00e3o, e a recupera\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o de peixes nos oceanos s\u00e3o apenas alguns exemplos dos benef\u00edcios que advir\u00e3o. Uma vez que a crise de energia est\u00e1 exaurindo os recursos dispon\u00edveis para n\u00f3s, resolvendo-a atrav\u00e9s da mudan\u00e7a da abordagem das pessoas ir\u00e1 diminuir a escassez de recursos naturais. Isso ocorrer\u00e1 porque a demanda vai diminuir devido \u00e0 transi\u00e7\u00e3o para uma economia equilibrada e porque a oferta vai crescer devido aos processos naturais de regenera\u00e7\u00e3o da Terra.&nbsp; O resultado ser\u00e1 um bem-vindo aumento dos recursos para nosso uso e nosso bem-estar.<\/p>\n<h4>O que vamos ganhar com o aumento constante do desemprego, e como?<\/h4>\n<p>A nova economia equilibrada &#8211; resultado da responsabilidade m\u00fatua entre as pessoas, entre elas e o Estado, e entre todos os pa\u00edses &#8211; vai expor grandes super\u00e1vits e reservas, reduzir a inefici\u00eancia no mercado de trabalho, e evitar os tipos de preju\u00edzo financeiro causado pelo sistema atual. Al\u00e9m disso, o previsto dram\u00e1tico aumento do n\u00famero de desempregados no mundo vai acelerar&nbsp; e&nbsp; apoiar o processo de adequa\u00e7\u00e3o das inter-rela\u00e7\u00f5es entre as pessoas para o mundo global e interligado.<\/p>\n<p>A transi\u00e7\u00e3o para sair do consumo excessivo e da ind\u00fastria competitiva, agressiva, e inchada, que produz muito al\u00e9m do que a humanidade necessita, significa que as ind\u00fastrias e os servi\u00e7os ir\u00e3o encolher. A corrida atual exige tanto esfor\u00e7o, financiamento e aten\u00e7\u00e3o de toda a cadeia de produ\u00e7\u00e3o e consumo que o retorno a uma economia s\u00e3 ser\u00e1 saudado como um suspiro de al\u00edvio.<\/p>\n<p>Pois o custo de sal\u00e1rios m\u00e9dios, que o estado vai economizar atrav\u00e9s do desemprego, ser\u00e1 poss\u00edvel financiar bolsas de estudo para aqueles ejetados do mercado de trabalho, bem como financiar o quadro educacional de emerg\u00eancia a ser estabelecido para os destinat\u00e1rios das bolsas de estudo. O objetivo do sistema educacional de emerg\u00eancia ser\u00e1 para equipar os desempregados com conhecimento pr\u00e1tico em finan\u00e7as pessoais e habilidades para a vida, e apoiar a sua integra\u00e7\u00e3o num mundo em mudan\u00e7a que ser\u00e1 baseado na responsabilidade m\u00fatua<\/p>\n<p>A contra\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o durante o retorno \u00e0 economia funcional n\u00e3o ir\u00e1 prejudicar a capacidade do mercado para prover todas as necessidades de subsist\u00eancia dos seus cidad\u00e3os. Em uma economia equilibrada, n\u00e3o h\u00e1 necessidade de emprego de 90%, ou mesmo 50%! Se apenas 20% da for\u00e7a de trabalho estivesse empregada na agricultura, ind\u00fastria e servi\u00e7os necess\u00e1rios, seria suficiente para satisfazer as necessidades de toda a sociedade humana. Naturalmente, a rota\u00e7\u00e3o entre os trabalhadores e os desempregados pode ser aplicada, dependendo dos acordos que ser\u00e3o feitos em uma sociedade que segue as leis da responsabilidade m\u00fatua.<\/p>\n<p>Assim, a mudan\u00e7a de m\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma fase transit\u00f3ria. Pelo contr\u00e1rio, \u00e9 uma mudan\u00e7a estrutural na economia global. Na responsabilidade m\u00fatua, a simbiose entre as pessoas \u00e9 completa, e quem optar por continuar a trabalhar ser\u00e1 apreciado por sua contribui\u00e7\u00e3o para o bem-estar coletivo, e pelo fato de que seu trabalho permite que a humanidade continue a evoluir, que existe harmonia entre as pessoas e entre a humanidade e a natureza.<\/p>\n<p>A necessidade de empregar vastas popula\u00e7\u00f5es criou uma quantidade colossal de empregos redundantes, desemprego desfar\u00e7ado e incha\u00e7o dos mecanismos e da burocracia, especialmente&nbsp; no superinflado setor p\u00fablico. Um bom exemplo de tal processo falho \u00e9 a Gr\u00e9cia, onde o setor p\u00fablico \u00e9 exagerado e o pa\u00eds est\u00e1 \u00e0 beira da insolv\u00eancia. Uma das principais exig\u00eancias do Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) \u00e0 Gr\u00e9cia \u00e9 cortar substancialmente o tamanho de seu setor p\u00fablico. Mas a Gr\u00e9cia \u00e9 apenas um exemplo, embora um tanto quanto extremado, de um processo semelhante que est\u00e1 ocorrendo em todo o mundo.<\/p>\n<p>Em nosso estado atual de desemprego desfar\u00e7ado e inefici\u00eancia, os sal\u00e1rios altos inflam as despesas do setor p\u00fablico, o que dificulta a capacidade do Estado para atender seus cidad\u00e3os. De uma perspectiva puramente econ\u00f4mica, uma pessoa que est\u00e1 atuando em um trabalho que n\u00e3o \u00e9 ben\u00e9fico \u00e0 sociedade faz mais bem quando ele n\u00e3o est\u00e1 trabalhando, mesmo quando ele recebe seguro desemprego.<\/p>\n<p>O previsto crescimento do desemprego n\u00e3o ir\u00e1 prejudicar a economia ou os que perderam os seus empregos se o plano de emerg\u00eancia for ativado e as pessoas receberem uma bolsa de&nbsp; subsist\u00eancia, desde que se junte ao projeto educacional e social que lhes proporciona habilidades b\u00e1sicas de vida. Na atual realidade complicada, eles aprender\u00e3o a se adaptar \u00e0s mudan\u00e7as imposta a n\u00f3s pelo mundo global integral e a se integrar em uma sociedade que vive de acordo com o princ\u00edpio da responsabilidade m\u00fatua. Os gastos n\u00e3o realizados, em compara\u00e7\u00e3o com o emprego anual de um trabalhador, ser\u00e1 bastante o suficiente para permitir o pagamento de bolsas de estudo para essa pessoa e para uma pessoa adicional para prover suas necessidades b\u00e1sicas. Ao mesmo tempo, vai ensinar-lhes habilidades de vida e conhecimento sobre o mundo globalizado e conectado, e sobre a responsabilidade m\u00fatua.<\/p>\n<p>Por exemplo, a remunera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia anual na Inglaterra \u00e9 de \u00a3 28.000 libras esterlinas (cerca de 44.000 d\u00f3lares dos EUA). No entanto, um desempregado de 25 anos ou mais recebe apenas \u00a3 3.370 (aproximadamente US $ 5.300) em seguro desemprego, ajustada a renda anual. Mesmo considerando que a diferen\u00e7a \u00e9 menor em pa\u00edses com maior orienta\u00e7\u00e3o ao bem-estar, o c\u00e1lculo \u00e9 bastante claro. Se o seguro desemprego for elevado a cerca de \u00a3 13.000 (US $ 20.000, aproximadamente a renda m\u00e9dia de fundo de hoje em quinto lugar no Reino Unido), e considerando as redu\u00e7\u00f5es acima descritos de pre\u00e7os, que ter\u00e1 lugar na economia de responsabilidade m\u00fatua, o Estado ser\u00e1 capaz de pagar bolsas de estudo para duas pessoas para participar do quadro educacional e adaptar as suas finan\u00e7as pessoais para a vida no novo mundo.<\/p>\n<p>\u00c9 importante notar que a contribui\u00e7\u00e3o do governo para o Produto Interno Bruto (PIB) \u00e9 o seu valor acrescido, ou seja, a soma dos pagamentos que o governo realiza (ou renda que vem do governo).<\/p>\n<p>O desemprego mundial vai aumentar. Isto n\u00e3o pode ser resolvido com as ferramentas tradicionais da economia. O \u201cThe American Jobs Act\u201d do presidente Obama, o qual focou o mercado de trabalho dos EUA e custa 450 bilh\u00f5es de d\u00f3lares em incentivos fiscais, foi destinado a impulsionar o estagnado mercado de trabalho americano. Agora, este Ato re\u00fane tr\u00eas programas anteriores de est\u00edmulo de diferentes tipos, que come\u00e7aram em 2008. E como os programas anteriores falharam este plano \u00e9 prov\u00e1vel que falhe tamb\u00e9m, uma vez que foi gerado a partir da mesma velha caixa de ferramentas. A interdepend\u00eancia no mundo globalmente interligado que aparece diante de n\u00f3s nesta crise exige diferentes rela\u00e7\u00f5es entre n\u00f3s e, portanto, uma nova abordagem para solu\u00e7\u00f5es de problemas econ\u00f4micos.<\/p>\n<p>Devido que todas as ind\u00fastrias no mundo conectado em que vivemos dependem uma da outra, o desemprego vai crescer exponencialmente. O decl\u00ednio na renda necessariamente induzir\u00e1 ao decl\u00ednio no consumo, e uma transi\u00e7\u00e3o natural ir\u00e1 ocorrer segundon a qual as ind\u00fastrias ser\u00e3o proporcionais \u00e0s necessidades do povo.<\/p>\n<p>O desemprego \u00e9 um resultado natural da transi\u00e7\u00e3o para o consumo proporcional e a restaura\u00e7\u00e3o da &#8220;sanidade&#8221; da ind\u00fastria. Esse processo ir\u00e1 interromper a explora\u00e7\u00e3o de recursos n\u00e3o&nbsp; renov\u00e1veis da terra e com o tempo vai aumentar os recursos dispon\u00edveis para uso da humanidade. O atual sistema econ\u00f4mico inflacionado \u00e9 dispendioso e causa prejuizos sociais e ambientais, demandando enormes or\u00e7amentos para consertar o estrago. Este \u00e9 um ciclo vicioso cujos efeitos mal\u00e9ficos sobre a humanidade s\u00e3o imensos. A transi\u00e7\u00e3o para uma economia equilibrada ir\u00e1 economizar a maior parte desses fundos, que podem ser direcionados para o benef\u00edcio do p\u00fablico.<\/p>\n<p>O setor financeiro, tamb\u00e9m, est\u00e1 fora de propor\u00e7\u00e3o e \u00e9 a principal raz\u00e3o da eclos\u00e3o da crise global de 2008, a partir da qual a crise atual \u00e9 uma evolu\u00e7\u00e3o natural. A busca de lucros r\u00e1pidos tornou-se completamente desenfreada, fazendo com que as institui\u00e7\u00f5es financeiras e banc\u00e1rias inflassem atrav\u00e9s da imprudente alavancagem. Ao fazer isso, os bancos de financiamento imobili\u00e1rios e empresas de investimento criaram uma bolha nos empr\u00e9stimos, que explodiu com um estrondo, incendiando a crise financeira global. Os preju\u00edzos da especula\u00e7\u00e3o e as consequentes bolhas financeiras em todo o mundo somam trilh\u00f5es de d\u00f3lares. O efeito da perda desses trilh\u00f5es foi sentida por cada um de n\u00f3s, mesmo quem n\u00e3o tinha conhecimento de que estava sendo afetado.<\/p>\n<p>A interdepend\u00eancia e as conex\u00f5es estreitas entre o setor financeiro e a economia real causou a crise nos mercados de a\u00e7\u00f5es para deflagrar a recess\u00e3o global. Para ter sucesso no mundo globalizado e conectado, devemos assinar um tratado econ\u00f4mico e um tratado social, uma responsabilidade m\u00fatua que n\u00e3o permitir\u00e1 que tais crises ocorreram, porque vai ficar claro para todos que somos interdependentes. Se prejudicarmos os outros, estaremos prejudicando a n\u00f3s mesmos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>Uma Oportunidade Econ\u00f4mica<\/h4>\n<p>\u00c9 imposs\u00edvel parar o processo de desdobramento natural da economia global. O aumento do desemprego, acompanhado por um decl\u00ednio no consumo, continuar\u00e1 at\u00e9 que estejam estabilizados em um n\u00edvel razo\u00e1vel. Muitos pa\u00edses -especialmente os Estados Unidos, onde 70% do PIB vem do consumo privado &#8211; est\u00e3o confrontados com um impasse, porque eles n\u00e3o t\u00eam as ferramentas para lidar com a nova situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Como o desemprego se espalha, o consumo vai diminuir, o PIB vai diminuir, a economia vai entrar em recess\u00e3o e o desemprego vai subir ainda mais. No entanto, n\u00e3o devemos ver esse processo como uma crise. Pelo contr\u00e1rio, \u00e9 uma oportunidade para mudarmos os paradigmas, os quais s\u00e3o baseados na competi\u00e7\u00e3o, no individualismo, e nos benef\u00edcios egoc\u00eantricos que nos levaram a nossa situa\u00e7\u00e3o atual. N\u00f3s temos uma oportunidade de criar uma nova economia equilibrada, que vai trazer a todos n\u00f3s um padr\u00e3o de vida muito mais elevado do que temos atualmente.<\/p>\n<p>O principal objetivo do novo sistema, a economia equilibrada, deve ser estabelecer um padr\u00e3o justo e razo\u00e1vel de vida para todos os cidad\u00e3os. O financiamento n\u00e3o vir\u00e1 de&nbsp; or\u00e7amentos inchados e fr\u00e1geis, que podem comprometer a estabilidade do sistema, mas sim, a partir do excedente que ser\u00e1 revelado na sociedade atrav\u00e9s das transforma\u00e7\u00f5es discutidas acima. Isso ocorrer\u00e1 sem a necessidade de usar as antigas ferramentas econ\u00f4micas, fiscais, monet\u00e1rias e que se provaram inadequadas para lidar com a crise atual<strong>.<\/strong><\/p>\n<p>Em vez disso, para lidar com a crise, devemos come\u00e7ar por compreender sua raiz. Devemos oferecer um amplo processo de explica\u00e7\u00e3o, educa\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade fundada em valores de responsabilidade m\u00fatua e solidariedade. Devemos chegar a sentir que o mundo \u00e9 uma \u00fanica fam\u00edlia. Atrav\u00e9s da educa\u00e7\u00e3o e da influ\u00eancia do ambiente sobre n\u00f3s, o sistema atual ir\u00e1 se transformar em um sistema cujo objetivo \u00e9 suprir as necessidades razo\u00e1veis para sustentar indiv\u00edduos, fam\u00edlias e empresas. Qualquer coisa para al\u00e9m disto ser\u00e1 usada para benef\u00edcio p\u00fablico.<\/p>\n<p>O processo de responsabilidade m\u00fatua pressup\u00f5e a reciprocidade. Em uma sociedade que funciona em responsabilidade m\u00fatua, cada pessoa sabe que se ele ou ela est\u00e1 em necessidades, esta car\u00eancia ser\u00e1 satisfeita. Tal pessoa n\u00e3o ter\u00e1 de cuidar de si mesmo e estar\u00e1 livre para criar e produzir para o benef\u00edcio de todos.<\/p>\n<p>As pessoas v\u00e3o ser apreciadas pela sociedade de acordo com suas contribui\u00e7\u00f5es a ela, mais&nbsp; do que por suas fortunas pessoais ou posi\u00e7\u00f5es. Esta mudan\u00e7a de mentalidade causar\u00e1 o aparecimento de grandes excedentes, que estavam escondidos em tempos em que as pessoas se importavam apenas com seu pr\u00f3prio benef\u00edcio, assumindo que ningu\u00e9m se importaria com eles se eles precisassem de ajuda. Em uma economia baseada em responsabilidade m\u00fatua, n\u00e3o&nbsp; h\u00e1 necessidade de economizar para um dia chuvoso. Como parte do tratado s\u00f3cio-econ\u00f4mico, ser\u00e1 o papel da sociedade, cuidar de todas as pessoas atrav\u00e9s acordos tribut\u00e1rios.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>Responsabilidade m\u00fatua &#8211; Um Patrim\u00f4nio Inestim\u00e1vel<\/h4>\n<p>Al\u00e9m das vantagens da redu\u00e7\u00e3o de gastos de energia e da transforma\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho, existem v\u00e1rios benef\u00edcios e excedentes que ir\u00e3o surgir em uma economia de responsabilidade m\u00fatua.<\/p>\n<p><strong>Habita\u00e7\u00e3o: <\/strong>Com as execu\u00e7\u00f5es judiciais de hipotecas em ascens\u00e3o, queda dos pre\u00e7os, e as hipotecas de risco, a habita\u00e7\u00e3o tem sido um problema em v\u00e1rios pa\u00edses, particularmente nos&nbsp; EUA. Enquanto milh\u00f5es de pessoas foram despejadas, milh\u00f5es de casas permanecem vazias sem compradores \u00e0 vista. Em uma sociedade que segue o princ\u00edpio da responsabilidade m\u00fatua, as pessoas e os bancos ir\u00e3o emprestar casas ao custo de despesas gerais em considera\u00e7\u00e3o aos outros, e porque tal ato ir\u00e1 recompens\u00e1-los com grande aclama\u00e7\u00e3o social. Em uma sociedade de responsabilidade m\u00fatua, aqueles que possuem terras e n\u00e3o precisam dela para viver, usar\u00e1 a terra para aumentar a oferta de habita\u00e7\u00e3o e fornecimento de alojamento a pre\u00e7os acess\u00edveis.<\/p>\n<p><strong>Excesso de consumo: <\/strong>As pessoas consomem muito al\u00e9m do que elas precisam para manter um padr\u00e3o de vida razo\u00e1vel. Se considerarmos os produtos que temos e que n\u00e3o usamos, ou aquele que, simplesmente substituimos porque um modelo mais moderno foi lan\u00e7ado, veremos que, redistribuindo-os, podemos suprir as necessidades de toda a popula\u00e7\u00e3o, sem produzir sequer um \u00fanico produto novo. Em outras palavras, a maioria dos produtos n\u00e3o est\u00e1 realmente em falta, mas, ao contr\u00e1rio, h\u00e1 a distribui\u00e7\u00e3o desigual devido \u00e0 nossa competitividade e a nossa postura egoc\u00eantrica. Quando estabelecermos conex\u00f5es rec\u00edprocas de responsabilidade m\u00fatua, descobriremos que n\u00e3o h\u00e1 falta de nenhum produto, mas sim abund\u00e2ncia e excedente.<\/p>\n<p><strong>Pre\u00e7o dos alimentos e do custo de vida: <\/strong>De acordo com um relat\u00f3rio da Organiza\u00e7\u00e3o para a Alimenta\u00e7\u00e3o e Agricultura das Na\u00e7\u00f5es Unidas (FAO), &#8220;Cerca de um ter\u00e7o dos alimentos produzidos no mundo para consumo humano, a cada ano &#8211; aproximadamente 1,3 bilh\u00f5es de toneladas&nbsp;&nbsp; \u2013&nbsp;&nbsp; \u00e9&nbsp;&nbsp; perdida&nbsp;&nbsp; ou&nbsp;&nbsp; desperdi\u00e7ada.\u201d&nbsp;&nbsp; 78&nbsp;&nbsp; Esses&nbsp;&nbsp; dados&nbsp;&nbsp; terr\u00edveis,&nbsp;&nbsp; combinados&nbsp;&nbsp; com o conhecimento de que quase 1 bilh\u00e3o de pessoas no mundo est\u00e3o subnutridas,79&nbsp;formam um paradoxo social irreconcili\u00e1vel. Qualquer pessoa sensata ver\u00e1 que a cria\u00e7\u00e3o de um sistema para preservar e distribuir adequadamente o alimento em excesso resolver\u00e1 o problema da fome &#8211; e as consequentes doen\u00e7as &#8211; sem qualquer reforma que seja.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Outro paradoxo \u00e9 o pre\u00e7o dos alimentos. Muitos pa\u00edses s\u00e3o afetados pela infla\u00e7\u00e3o alta, o que prejudica primeiramente \u00e0queles com rendimentos mais baixos. Em uma sociedade que segue o princ\u00edpio da responsabilidade m\u00fatua, tal problema seria resolvido imediatamente. Quando nos damos conta de que a humanidade \u00e9 de fato uma \u00fanica fam\u00edlia, n\u00e3o iremos querer jogar fora qualquer alimento sabendo que h\u00e1 membros da nossa fam\u00edlia que v\u00e3o para a cama&nbsp; com fome todas as noites.<\/p>\n<p><strong>O setor empresarial: <\/strong>O processo educacional que ir\u00e1 ajustar os sistemas atuais para aquele de interdepend\u00eancia far\u00e1 com que o setor empresarial adote um sistema de lucros diferente. Em vez de lutar para maximizar o lucro em detrimento do consumidor e minimizar os custos de produ\u00e7\u00e3o \u00e0 custa dos empregados, o novo paradigma vai se esfor\u00e7ar para cobrir todos os custos de produ\u00e7\u00e3o, e para direcionar os lucros para benef\u00edcio p\u00fablico. As empresas n\u00e3o ser\u00e3o avaliadas pelo desempenho de suas a\u00e7\u00f5es, mas por sua contribui\u00e7\u00e3o para a sociedade.<\/p>\n<p>Este processo vai baixar o pre\u00e7o dos alimentos e dos produtos b\u00e1sicos e permitir\u00e1 que as pessoas desfrutem de um padr\u00e3o de vida razo\u00e1vel. O aumento do custo de vida nos \u00faltimos 20 anos aumentou a desigualdade social e tem levado centenas de milh\u00f5es de pessoas \u00e0 beira da pobreza ou al\u00e9m.80<\/p>\n<p><strong>Divis\u00e3o eq\u00fcitativa da renda sem a interven\u00e7\u00e3o do governo<\/strong>: J\u00e1 existe evid\u00eancia de que, para al\u00e9m de certo n\u00edvel razo\u00e1vel de renda, a felicidade n\u00e3o aumenta com o aumento de ganho.81&nbsp;Educar as pessoas sobre a solidariedade social, a responsabilidade m\u00fatua e condicionar a aprecia\u00e7\u00e3o do ambiente social em atividades pr\u00f3-social, ir\u00e1 criar entre aqueles que ganham acima do que \u00e9 necess\u00e1rio para o seu sustento o desejo de contribuir com uma parcela de sua renda para o bem p\u00fablico. Isto ir\u00e1 permitir que as pessoas com rendimentos mais baixos desfrutem de um padr\u00e3o de vida sustent\u00e1vel. A satisfa\u00e7\u00e3o que eles receberem da gratid\u00e3o da sociedade vai aumentar o n\u00edvel de felicidade entre os doadores muito mais do que a satisfa\u00e7\u00e3o fugaz que comprar outro equipamento, para depois de ser jogado fora como in\u00fatil quando&nbsp; a&nbsp; pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o de equipamentos chegar, alguns meses depois.<\/p>\n<p>A mudan\u00e7a do cora\u00e7\u00e3o entre os magnatas e a solu\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o da centraliza\u00e7\u00e3o do poder:<\/p>\n<p>1% da popula\u00e7\u00e3o&nbsp; mundial controla 40% da riqueza global.82 Tal situa\u00e7\u00e3o apresenta&nbsp; complicadas quest\u00f5es econ\u00f4micas e sociais, promovendo o ressentimento e um sentimento de injusti\u00e7a na popula\u00e7\u00e3o em geral. A mudan\u00e7a do cora\u00e7\u00e3o entre os poucos que controlam uma parcela t\u00e3o grande da riqueza do mundo \u2013 assim que a sociedade aprender a viver pelos princ\u00edpios da responsabilidade m\u00fatua &#8211; ir\u00e1 traz\u00ea-los a abandonar a maior parte de sua riqueza em troca de elogios social e estabilidade financeira duradoura. Ao mesmo tempo, os recursos liberados ir\u00e1 garantir o bem-estar dos 99% restantes, desarmar a bomba-rel\u00f3gio social de desigualdade econ\u00f4mica e refor\u00e7ar a coes\u00e3o social.<\/p>\n<p>Ao inv\u00e9s de controlar as fortunas do mundo, o mundo dos super-ricos desfrutar\u00e1 da aprecia\u00e7\u00e3o constante do p\u00fablico. Naturalmente, eles v\u00e3o manter fundos suficientes para garantir o&nbsp; seu pr\u00f3prio bem-estar, mas, al\u00e9m disto, eles ser\u00e3o valorizados por sua contribui\u00e7\u00e3o ao p\u00fablico e para o meio ambiente, em vez do n\u00famero de jatos particulares que possuem. Se eles s\u00e3o educados no princ\u00edpio da responsabilidade m\u00fatua, eles v\u00e3o doar os fundos voluntariamente.<\/p>\n<p><strong>Excedentes nos or\u00e7amentos estaduais: <\/strong>Atualmente, os departamentos governamentais lutam&nbsp; uns contra os outros, lembrando o nosso pr\u00f3prio comportamento contra os nossos concidad\u00e3os. Cada departamento &#8211; atuando como uma entidade separada &#8211; luta para impulsionar o seu pr\u00f3prio or\u00e7amento. Estudos sobre pol\u00edticas p\u00fablicas, em especial a teoria &#8220;Public Choice&#8221;, argumentam que&nbsp; um&nbsp; burocrata&nbsp; se&nbsp; esfor\u00e7a&nbsp; para&nbsp; aumentar&nbsp; o&nbsp; or\u00e7amento&nbsp; de&nbsp; seu&nbsp; departamento&nbsp; para &nbsp;ganhar<\/p>\n<p>prest\u00edgio,&nbsp; dinheiro&nbsp; e status.83&nbsp; O resultado,&nbsp; no&nbsp; entanto,&nbsp; \u00e9 a distribui\u00e7\u00e3o&nbsp; ineficiente de recursos.<\/p>\n<p>Quando todos os escrit\u00f3rios do governo se sentir como parte de uma \u00fanica fam\u00edlia, muitos excedentes no or\u00e7amento vir\u00e3o \u00e0 tona e o setor p\u00fablico ser\u00e1 gerido com muito mais efici\u00eancia, em benef\u00edcio do p\u00fablico.<\/p>\n<p><strong>Um futuro seguro: <\/strong>Como explicado acima, as novas normas e valores implantados na sociedade ir\u00e3o mudar a percep\u00e7\u00e3o de lucro de m\u00e1ximo ganho pessoal para m\u00e1ximo benef\u00edcio social. Esta mudan\u00e7a ir\u00e1 expor grandes excedentes que j\u00e1 est\u00e3o dispon\u00edveis, mas est\u00e3o ocultos. N\u00f3s seremos capazes de oferecer um padr\u00e3o de vida razo\u00e1vel para cada fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Quando consideramos a imensa influ\u00eancia do meio ambiente sobre a pessoa, entendemos que a altera\u00e7\u00e3o descrita acima \u00e9 realista e necess\u00e1ria. As normas e comportamentos projetados pela sociedade ir\u00e3o alterar nossa conduta econ\u00f4mica e ajust\u00e1-la ao sistema global integral. N\u00f3s, naturalmente, nos esfor\u00e7amos para concordar com o nosso ambiente social, para receber a sua aprecia\u00e7\u00e3o. Por esta raz\u00e3o, uma mudan\u00e7a na percep\u00e7\u00e3o da sociedade vai mudar o comportamento dos indiv\u00edduos e das sociedades, e nos permitir\u00e1 adaptarmos nossos sistemas econ\u00f4micos e sociais para uma nova realidade \u2013 aquele que \u00e9 bom para todos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>77 Kenneth S. Deffeyes, \u201cHubbert&#8217;s Peak: The Impending World Oil Shortage,\u201d <em>Princeton University Press <\/em>(2002),<a href=\"http:\/\/www.trincoll.edu\/%7Esilverma\/reviews_commentary\/hubberts_peak.html\"> http:\/\/www.trincoll.edu\/~silverma\/reviews_commentary\/hubberts_peak.html<\/a><\/p>\n<p>78 \u201cCutting food waste to feed the world: Over a billion tonnes squandered each year,\u201d <em>Food and Agriculture Organization of the United Nations <\/em>(May 11, 2011), <a href=\"http:\/\/www.fao.org\/news\/story\/en\/item\/74192\/icode\/\">http:\/\/www.fao.org\/news\/story\/en\/item\/74192\/icode\/<\/a><\/p>\n<p>79 \u201cGlobal hunger declining, but still unacceptably high,\u201d <em>Food and Agriculture Organization of the United Nations<\/em>, Economic and Social Development Department (September 2010), <a href=\"http:\/\/www.fao.org\/docrep\/012\/al390e\/al390e00.pdf\">www.fao.org\/docrep\/012\/al390e\/al390e00.pdf<\/a>&nbsp; 80 \u201cPoverty Reduction and Equity,\u201d <em>The World Bank<\/em>,<\/p>\n<p>http:\/\/web.worldbank.org\/WBSITE\/EXTERNAL\/TOPICS\/EXTPOVERTY\/0,,contentMDK:23003429~pagePK:148 956~piPK:216618~theSitePK:336992,00.html<\/p>\n<p>81 Kahneman, D.; Krueger, A.; Schkade, D.; Schwarz, N.; Stone, A. (2006). &#8220;Would you be happier if you were richer? A focusing illusion&#8221;. <em>Science <\/em>312 (5782): 1908-10.<\/p>\n<p>82 James Randerson, \u201cWorld&#8217;s richest 1% own 40% of all wealth, UN report discovers,\u201d <em>The Guardian <\/em>(December 6, 2006), <a href=\"http:\/\/www.guardian.co.uk\/money\/2006\/dec\/06\/business.internationalnews\">http:\/\/www.guardian.co.uk\/money\/2006\/dec\/06\/business.internationalnews,<\/a><\/p>\n<p>Joseph Stiglitz (abridged\/edited by Henry Makow), \u201c1% Controls 40% of US Wealth,\u201d <em>henrymakow.com <\/em>(April 10, 2011), <a href=\"http:\/\/www.henrymakow.com\/stiglitz.html\">http:\/\/www.henrymakow.com\/stiglitz.html,<\/a><\/p>\n<p>Rachel Ehrenberg, \u201cFinancial world dominated by a few deep pockets,\u201d <em>Science News <\/em>(September 24, 2011),<a href=\"http:\/\/www.sciencenews.org\/view\/generic\/id\/333389\/title\/Financial_world_dominated_by_a_few_deep_pockets\"> http:\/\/www.sciencenews.org\/view\/generic\/id\/333389\/title\/Financial_world_dominated_by_a_few_deep_pockets<\/a><\/p>\n<p>83 Niskanen, W. A. (1987). &#8220;Bureaucracy&#8221; In Charles K. Rowley, ed. <em>Democracy and Public Choice<\/em>. Oxford: Basil Blackwell.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Do livro&nbsp;\u201cOs Benef\u00edcios da Nova Economia\u201d A economia de responsabilidade m\u00fatua ir\u00e1 expor muitos excedentes, que permitir\u00e3o financiar a mudan\u00e7a a nossa frente Pontos Chave Superindustrializa\u00e7\u00e3o, superprodu\u00e7\u00e3o, e excesso de consumo t\u00eam tornado a nossa economia moderna ineficiente. 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