{"id":1847,"date":"2015-12-04T08:39:17","date_gmt":"2015-12-04T11:39:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.michaellaitman.com\/?p=1847"},"modified":"2017-12-04T09:10:58","modified_gmt":"2017-12-04T12:10:58","slug":"nem-todos-os-papeis-devem-ser-representados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.michaellaitman.com\/pt\/artigos\/nem-todos-os-papeis-devem-ser-representados\/","title":{"rendered":"Nem Todos os Papeis Devem Ser Representados"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><em>Do livro&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.michaellaitman.com\/artigos\/a-psicologia-da-sociedade-integral\/\">\u201cA Psicologia da Sociedade Integral\u201d<\/a><\/em><\/p>\n<p>\u2013 Os actores n\u00e3o gostam de representar pessoas psicologicamente inst\u00e1veis ou experimentar a morte no palco. Quando trabalhamos com crian\u00e7as, como devemos definir os limites sobre os quais s\u00e3o admiss\u00edveis os papeis?<\/p>\n<p>\u2013 As crian\u00e7as devem retratar somente personagens de pessoas com as quais elas entram em contacto. Isto pode ser um pr\u00edncipe ou um pedinte, uma pessoa rica ou pobre, um malfeitor ou uma pessoa justa, um homem ou uma mulher, n\u00e3o importa.<\/p>\n<p>Mas elas n\u00e3o t\u00eam de entrar noutros personagens. Eu preciso entender toda a pessoa com a qual estou em contacto na nossa sociedade, seja uma crian\u00e7a, um adulto, ou um velho homem. Eu tenho de aprender a representar os seus estados dentro de mim e adquirir os seus personagens.<\/p>\n<p>\u2013 Ent\u00e3o uma crian\u00e7a n\u00e3o deve representar uma pessoa que tenha morrido, por exemplo?<\/p>\n<p>\u2013 Por que deve ela entrar em contacto com algu\u00e9m que tenha morrido? Qual \u00e9 o sentido disso? Ou, por exemplo, por que deve ela ter de comunicar com uma crian\u00e7a muito nova?<\/p>\n<p>\u00c9 claro, contacto com um beb\u00e9 \u00e9 poss\u00edvel. Mas habitualmente os beb\u00e9s s\u00e3o cuidados pelas suas m\u00e3es. Ela entende o beb\u00e9 instintivamente. \u00c9 assim que um animal entende o outro na Natureza. Eles s\u00e3o praticamente um organismo e a m\u00e3e exibe a sensa\u00e7\u00e3o animal para com a crian\u00e7a.<\/p>\n<p>Para entender o relacionamento entre a crian\u00e7a e a m\u00e3e, n\u00f3s temos de ser inclu\u00eddos neles e temos de representar estes estados. Mas para isso, n\u00f3s n\u00e3o temos de ter contacto com o beb\u00e9 pois h\u00e1 uma m\u00e3e para isso.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, eu tenho de entender todas as outras pessoas e como resultado, acumular o mundo inteiro, toda a humanidade, dentro de mim.<\/p>\n<p>\u2013 Deve uma crian\u00e7a representar v\u00e1rias situa\u00e7\u00f5es de vida em vez de coisas abstractas? Deve ela retratar um medo verdadeiro em vez de abstracto?<\/p>\n<p>\u2013 Que tipo de medo abstracto pode haver?<\/p>\n<p>\u2013 A crian\u00e7a pode ver algo num filme por exemplo.<\/p>\n<p>\u2013 A vida est\u00e1 cheia de imagens e impress\u00f5es verdadeiras. \u00c9 necess\u00e1rio ensinar \u00e0 crian\u00e7a o entendimento certo e o modo certo de se juntar a toda a situa\u00e7\u00e3o da vida e todo o incidente que ela encontrar.<\/p>\n<p>Como \u00e9 que a crian\u00e7a acha o meio certo de comunicar com um grupo especifico de pessoas que s\u00e3o de um sector social especifico? Ou como ela se entende a si mesma? Quem \u00e9 ela? Deixe-a representar a si mesma. Parece-lhe que ela est\u00e1 sempre em si mesma, dentro da natureza que lhe pertence. Mas deixe-a imaginar o oposto.<\/p>\n<p>Eu sou o director e este director observa-me a representar a &#8220;eu mesmo.&#8221; Isto me faz olhar para mim mesmo com criticismo e como exprimo meu &#8220;Eu&#8221;. \u00c9 como se dois planos come\u00e7assem a coexistir dentro de mim.<\/p>\n<p>Sucede-se que este \u00e9 o \u00fanico modo em que eu consigo comunicar at\u00e9 com meu eu. Este \u00e9 o \u00fanico modo de me entender a mim mesmo.<\/p>\n<p>Talvez seja ensinado aos actores a representar de outras maneiras, provavelmente usando termos profissionais espec\u00edficos. N\u00e3o estou familiarizado com as bases da representa\u00e7\u00e3o, eu falo do jeito como eu entendo este processo, do modo como eu o vejo.<\/p>\n<p>N\u00f3s temos de conhecer a natureza do homem. Apenas agora come\u00e7amos a entender que todos somos ego\u00edstas e n\u00e3o vemos ou sentimos os outros. Mas em prol de salvar nossa civiliza\u00e7\u00e3o, n\u00f3s temos de nos tornar semelhantes \u00e0 Natureza e nos tornarmos integralmente conectados.<\/p>\n<p>Representar \u00e9 muito importante para o desenvolvimento pessoal. Para me elevar de um n\u00edvel para o pr\u00f3ximo, eu tenho de literalmente representar o pr\u00f3ximo n\u00edvel. \u00c9 assim que a crian\u00e7a retrata um piloto ou motorista, por exemplo e quando ela se torna adulta ela realmente se torna um deles. Representar est\u00e1 instalado em n\u00f3s pela Natureza.<\/p>\n<p>A mesma coisa ocorre nos nossos workshops. Quando eu represento outras pessoas, \u00e9 como se eu me tornasse elas e os personagens delas entram em mim. \u00c9 assim que a pessoa acumula o mundo inteiro dentro dela.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Do livro&nbsp;\u201cA Psicologia da Sociedade Integral\u201d \u2013 Os actores n\u00e3o gostam de representar pessoas psicologicamente inst\u00e1veis ou experimentar a morte no palco. Quando trabalhamos com crian\u00e7as, como devemos definir os limites sobre os quais s\u00e3o admiss\u00edveis os papeis? \u2013 As<span class=\"ellipsis\">&hellip;<\/span><\/p>\n<div class=\"read-more\"><a href=\"https:\/\/www.michaellaitman.com\/pt\/artigos\/nem-todos-os-papeis-devem-ser-representados\/\">Leia mais &#8250;<\/a><\/div>\n<p><!-- end of .read-more --><\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-1847","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.michaellaitman.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1847","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.michaellaitman.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.michaellaitman.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.michaellaitman.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.michaellaitman.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1847"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.michaellaitman.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1847\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.michaellaitman.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1847"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.michaellaitman.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1847"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.michaellaitman.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1847"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}