{"id":1841,"date":"2015-12-03T08:15:12","date_gmt":"2015-12-03T11:15:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.michaellaitman.com\/?p=1841"},"modified":"2017-12-03T08:55:53","modified_gmt":"2017-12-03T11:55:53","slug":"de-um-eu-amorfo-para-um-eu-concreto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.michaellaitman.com\/pt\/artigos\/de-um-eu-amorfo-para-um-eu-concreto\/","title":{"rendered":"De Um &#8220;Eu&#8221; Amorfo Para Um &#8220;Eu&#8221; Concreto"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><em>Do livro&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.michaellaitman.com\/artigos\/a-psicologia-da-sociedade-integral\/\">\u201cA Psicologia da Sociedade Integral\u201d<\/a><\/em><\/p>\n<p>\u2013 E qual \u00e9 nosso &#8220;Eu&#8221; verdadeiro?<\/p>\n<p>\u2013 Nosso &#8220;Eu&#8221; verdadeiro \u00e9 completamente amorfo. Ele n\u00e3o tem qualquer imagem.<\/p>\n<p>\u2013 Ele \u00e9 integral?<\/p>\n<p>\u2013 N\u00e3o. A integralidade nos for\u00e7a a estar em algum tipo de papeis ou imagens todas ao mesmo tempo. Mas nosso desejo original n\u00e3o tem qualquer forma.<\/p>\n<p>\u2013 Na pedagogia h\u00e1 uma t\u00e9cnica chamada &#8220;a m\u00e1scara da agress\u00e3o&#8221; onde um adulto finge estar zangado, mas na realidade ele est\u00e1 a tratar a crian\u00e7a gentilmente. Como \u00e9 que a crian\u00e7a deve realmente experimentar um certo sentimento, por exemplo, raiva, ou deve ela aprender a representar estes sentimentos?<\/p>\n<p>\u2013 Isto depende da idade da crian\u00e7a. \u00c9 claro, antes dos 11 ou 12, ou talvez antes dos 13 anos de idade, elas n\u00e3o podem estar em diferentes imagens internas e externas em simult\u00e2neo. Nesta idade uma pessoa n\u00e3o \u00e9 multifacetada ainda. Mas novamente, imenso depende da pr\u00e1tica. Se as crian\u00e7as tentarem constantemente expressar-se em novas formas, elas ser\u00e3o capazes de fazer isso numa idade mais jovem tamb\u00e9m. E n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida que na adolesc\u00eancia elas j\u00e1 podem estar em v\u00e1rios papeis com m\u00faltiplas camadas e mudarem estas mascaras muito rapidamente.<\/p>\n<p>\u2013 Elas n\u00e3o se devem identificar com estes estados?<\/p>\n<p>\u2013 Esta representa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 auto-engano. Eles n\u00e3o mentem \u00e0s outras pessoas fazendo-o. Uma pessoa se conforma ao trabalho do mecanismo comum, da sociedade, em prol de traz\u00ea-la \u00e0 harmonia.<\/p>\n<p>Qual \u00e9 o sentido de pensar, &#8220;Eu fui criado deste jeito e isso \u00e9 tudo.&nbsp; Eu n\u00e3o mudo, que os outros se conformem a mim, que os outros se quebrem a si mesmos&#8221;? No final, a pessoa n\u00e3o ganhar\u00e1 nada com isso. Ent\u00e3o que tipo de comunica\u00e7\u00e3o deve resultar disso? Como seria a pessoa ser capaz de sentir e experimentar o seu verdadeiro e superior eu? Ela n\u00e3o sentiria.<\/p>\n<p>\u2013 Ent\u00e3o isso significa que ensinamos ainda assim a crian\u00e7a a estar em v\u00e1rios estados simultaneamente?<\/p>\n<p>\u2013 N\u00f3s estamos a ensinar as crian\u00e7as a se &#8220;vestirem&#8221; de formas diferentes, como se estivessem a transfigurar. Toda a crian\u00e7a vai acumular estes papeis dentro dela, ser\u00e1 capaz de trabalhar com eles, entender o que ela experimenta e ver\u00e1 que nada \u00e9 positivo ou negativo, mas tudo \u00e9 relativo. O &#8220;Eu&#8221; existe somente em prol de se conectar com os outros.<\/p>\n<p>Portanto, por dentro, toda a pessoa acumula papeis, habilidades, entendimento e mais importante, um novo n\u00edvel de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u2013 Em cada transfigura\u00e7\u00e3o, em qualquer papel, um actor permanece em controle de si mesmo. Durante a representa\u00e7\u00e3o ele mant\u00e9m sempre uma certa sensa\u00e7\u00e3o de que ele olha para si mesmo do alto, passo a express\u00e3o. Isto est\u00e1 correcto? Ou deve ele se entregar ao papel completamente e perder o seu auto-controle, tentando sair de si mesmo ao m\u00e1ximo?<\/p>\n<p>\u2013 N\u00e3o penso que possamos exigir tudo das crian\u00e7as de imediato? Inicialmente damos-lhes somente uma tarefa. Gradualmente, enquanto elas se habituam a representar v\u00e1rios papeis, colocamos tarefas secund\u00e1rias e terci\u00e1rias ante elas. Por exemplo, primeiro voc\u00ea tem de entrar no personagem de algu\u00e9m e continuar a estar em controle de voc\u00ea mesmo, representando um papel dualista.<\/p>\n<p>Dentro do mecanismo que estamos a discutir, uma pessoa tem de comunicar com todas as outras pessoas no mundo. Para isso ela tem de senti-las com tanta for\u00e7a que atrav\u00e9s delas ela sentir\u00e1 um terceiro e quarto plano.<\/p>\n<p>Eu represento voc\u00ea, me &#8220;vestindo&#8221; em voc\u00ea. E para fazer isso eu estudo a sua personalidade e as suas qualidades. Deste jeito, internamente experimentando a sua personagem, eu imagino como voc\u00ea se relaciona aos seus filhos, por exemplo. E esse \u00e9 j\u00e1 um terceiro plano. E etc.<\/p>\n<p>\u2013 Diferentes crian\u00e7as t\u00eam diferentes talentos e suas habilidades de representar n\u00e3o s\u00e3o as mesmas. Este tipo de transfigura\u00e7\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil para uma pessoa mas dif\u00edcil para a outra. Devemos igualar as crian\u00e7as ou separ\u00e1-las? Por exemplo, devem as crian\u00e7as especialmente dotadas estudar num grupo e aquelas que acham a representa\u00e7\u00e3o mais dif\u00edcil ser colocadas noutro?<\/p>\n<p>\u2013 Um grupo tem de ser um grupo e seu progresso tem de ser coeso. Uma crian\u00e7a deve ser acostumada a isso. Gradualmente, as crian\u00e7as mudar\u00e3o, se acostumar\u00e3o uma \u00e0 outra e aprender\u00e3o a se entender umas \u00e0s outras. \u00c9 assim que elas v\u00e3o crescer, juntas.<\/p>\n<p>Este tipo de desenvolvimento est\u00e1 programado em toda a humanidade. N\u00e3o devemos mudar isto ou criar uma esp\u00e9cie de grupos universais ou artificiais. Tudo isto assusta a crian\u00e7a imenso, a privando da confian\u00e7a e chance para se desenvolver.<\/p>\n<p>\u2013 O que devemos fazer se uma crian\u00e7a achar que \u00e9 agrad\u00e1vel e f\u00e1cil entrar noutro personagem, enquanto outra fica embara\u00e7ada e tem dificuldade em superar essa sensa\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>\u2013 Uma crian\u00e7a aprender\u00e1 estando perto dos amigos capazes. O inteiro processo tem de estar direccionado para os seus amigos a atra\u00edrem para a representa\u00e7\u00e3o e ajudando-a. Isto depende do educador. E n\u00e3o importa se a crian\u00e7a come\u00e7a representando papeis secund\u00e1rios. Enquanto ela aprende, ela vai avan\u00e7ar.<\/p>\n<p>N\u00e3o acho que o grupo deve ser dividido naqueles que s\u00e3o melhores e naqueles que s\u00e3o piores. Quando as crian\u00e7as se juntam em grupos maiores (grupos de 20, 30, ou mais, em vez de 10), elas se tornar\u00e3o uma esp\u00e9cie de mini-sociedade&nbsp;que inclua pessoas diversas de diferentes personalidades.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Do livro&nbsp;\u201cA Psicologia da Sociedade Integral\u201d \u2013 E qual \u00e9 nosso &#8220;Eu&#8221; verdadeiro? \u2013 Nosso &#8220;Eu&#8221; verdadeiro \u00e9 completamente amorfo. Ele n\u00e3o tem qualquer imagem. \u2013 Ele \u00e9 integral? \u2013 N\u00e3o. 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