{"id":1717,"date":"2014-11-14T08:45:12","date_gmt":"2014-11-14T11:45:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.michaellaitman.com\/?p=1717"},"modified":"2017-11-14T08:46:23","modified_gmt":"2017-11-14T11:46:23","slug":"reconhecendo-si-mesmo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.michaellaitman.com\/pt\/artigos\/reconhecendo-si-mesmo\/","title":{"rendered":"RECONHECENDO A SI MESMO"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><em>Do livro&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.michaellaitman.com\/artigos\/a-psicologia-da-sociedade-integral\/\">\u201cA Psicologia da Sociedade Integral\u201d<\/a><\/em><\/p>\n<p>Temos de permitir que qualquer pessoa se veja de absolutamente todos os \u00e2ngulos, para sair de si mesma, para se avaliar objetivamente e concordar com o fato de que pode estar em formas completamente diferentes. Uma tem de aprender a aceitar todas as pessoas: ontem ele agiu daquela maneira e hoje ele est\u00e1 diferente. \u00c9 muito importante internalizar que a percep\u00e7\u00e3o do mundo depende de mim, do meu humor, do n\u00edvel de meu desenvolvimento e que ele pode mudar completamente. Uma vez que eu esteja autorizado, os outros est\u00e3o autorizados tamb\u00e9m. Tudo isso, por\u00e9m, requer um estudo muito s\u00e9rio.<br \/>\nIncidentalmente, a percep\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as \u00e9 mais male\u00e1vel que a dos adultos. N\u00f3s devemos simplesmente incutir nelas uma suavidade, um ponto de vista \u201cflutuante\u201d acerca das coisas e ent\u00e3o elas usar\u00e3o isso corretamente. Tudo depende de suas vis\u00f5es acerca de si mesmas, do mundo e de outras percep\u00e7\u00f5es que podemos incutir nelas.<br \/>\n&#8211; Voltando \u00e0 quest\u00e3o dos testes, quando lidamos com os resultados dos testes, h\u00e1 um problema de confidencialidade. N\u00f3s dizemos que, em um pequeno grupo de crian\u00e7as, nada deve ser ocultado. Os resultados dos testes devem ser colocados \u00e0 mesa para uma discuss\u00e3o aberta?<br \/>\n&#8211; Eu n\u00e3o penso que a quest\u00e3o deva ser colocada \u00e0 mesa dessa forma. Se n\u00f3s abordarmos o problema integralmente, ent\u00e3o todas as crian\u00e7as em todas as escolas do mundo gastariam muitas horas de trabalho em autoan\u00e1lise, discuss\u00e3o interna e autorrealiza\u00e7\u00e3o. \u201cAutorrealiza\u00e7\u00e3o\u201d \u00e9 a melhor palavra, porque, a partir de si mesmo, voc\u00ea percebe o mundo, discerne quem voc\u00ea \u00e9 e, assim, como voc\u00ea v\u00ea o mundo. Em tal estado n\u00e3o h\u00e1 a quest\u00e3o sobre se devemos revelar esses testes ou n\u00e3o.<br \/>\nN\u00e3o s\u00e3o testes, mas somente uma discuss\u00e3o. Eles podem ser mostrados completa e livremente em qualquer lugar, at\u00e9 mesmo na TV. O que h\u00e1 para esconder? \u00c9 assim que as crian\u00e7as agem e \u00e9 assim que elas pensam.<br \/>\nEu penso que, hoje em dia, a maioria dos programas de que os adultos gostam \u00e9 sobre eles mesmos. Eles s\u00e3o chamados \u201creality shows\u201d. As pessoas sentam num est\u00fadio e conversam sobre todos os tipos de problemas.<br \/>\nEu n\u00e3o acho que a an\u00e1lise deva ser transformada em alguma coisa secreta. Por que fazer isso? O que poderia haver de secreto nisso? De fato, o que poderia ser secreto sobre uma pessoa em geral? Os psic\u00f3logos n\u00e3o entendem isso?<br \/>\nUma pessoa tem necessidades animais e sociais dentro dela, e elas n\u00e3o deveriam ser ocultadas. Ao contr\u00e1rio, elas deveriam ser reveladas e discutidas. Uma pessoa tem de entender qu\u00e3o produtivas essas necessidades podem ser para ela em rela\u00e7\u00e3o aos outros e a si mesmas. Ent\u00e3o ela pode se avaliar corretamente e ficar confort\u00e1vel consigo mesma.<br \/>\nEm vez de ocultar as coisas, tudo deveria ser exposto para qualquer um aprender com isso. N\u00e3o \u00e9 uma discuss\u00e3o sobre algu\u00e9m, mas um processo geral de aprendizado em que cada pessoa ir\u00e1 se tornar seu pr\u00f3prio terapeuta, e assim n\u00f3s n\u00e3o teremos de ver o terapeuta depois.<br \/>\n&#8211; Que n\u00e3o ajuda ningu\u00e9m de qualquer forma, mas&#8230;<br \/>\nN\u00f3s estamos falando sobre a no\u00e7\u00e3o dos processos do grupo. E se de repente, por\u00e9m, acontecesse algo a algu\u00e9m e o educador pegasse uma crian\u00e7a \u00e0 parte e come\u00e7asse individualmente a descobrir o que aconteceu a ela, e tivesse uma conversa \u201cface-a-face\u201d com ela? Isso tamb\u00e9m \u00e9 algo que n\u00e3o pertence a esse sistema?<br \/>\n&#8211; Absolutamente n\u00e3o! Tudo tem de ser trazido para fora da esfera de individualidade da crian\u00e7a, ou mesmo ser espec\u00edfico para o grupo. Tudo deveria ser tratado como um fen\u00f4meno. Talvez isso nem devesse ser tratado ou endere\u00e7ado no mesmo dia. A abordagem, entretanto, deveria depender do n\u00edvel de prepara\u00e7\u00e3o do grupo e do seu pr\u00f3prio n\u00edvel de percep\u00e7\u00e3o, da habilidade das crian\u00e7as de perceberem a si mesmas de diferentes formas e entenderem que \u201ctudo isso que est\u00e1 acontecendo reflete quem n\u00f3s somos\u201d.<br \/>\n&#8211; H\u00e1 duas abordagens conceituais: uma abordagem \u00e9 agir de acordo com o cen\u00e1rio que foi planejado anteriormente, e outra \u00e9 agir de acordo com a forma como o processo se desdobra. Por exemplo, a segunda abordagem ocorre quando alguma coisa acabou de acontecer a uma crian\u00e7a e n\u00f3s discutimos precisamente o que \u00e9 relevante agora mesmo. Essa \u00e9 a melhor forma de agir ou ir de acordo com um cen\u00e1rio que foi planejado anteriormente?<br \/>\nIncidentalmente, a pedagogia e a psicologia discordam radicalmente sobre isso. A psicologia prefere o processo \u201cSe uma pessoa est\u00e1 passando por isso agora mesmo, ent\u00e3o \u00e9 sobre isso que falaremos\u201d. E os pedagogos dizem: \u201cN\u00e3o, tudo \u00e9 planejado. Vamos estudar conforme o plano\u201d. Qual \u00e9 o modo certo de conciliar esse processo?<br \/>\n&#8211; Eu penso que todas as situa\u00e7\u00f5es deveriam ser filmadas. Hoje temos c\u00e2meras por toda parte \u2014 nas cidades, nas ruas e nos parques. N\u00f3s tamb\u00e9m dever\u00edamos coloc\u00e1-las por toda parte, em todos os espa\u00e7os aonde as crian\u00e7as v\u00e3o, incluindo escolas e parquinhos escolares.<br \/>\nN\u00f3s temos de tentar escolher seus relacionamentos e comportamentos, ou deixar as crian\u00e7as sugerirem um t\u00f3pico para discuss\u00e3o, tal como \u201cEu tenho certo relacionamento com uma pessoa ou outra. Eu penso dessa forma e outros pensam diferentemente, eles n\u00e3o concordam comigo. Vamos conversar sobre isso\u201d.<br \/>\nCada crian\u00e7a deveria ser solicitada a brincar em pap\u00e9is diferentes, a estar no papel direito, no esquerdo e no neutro, \u201cEu estou certo\u201d e depois \u201cEu estou errado\u201d, significando que eu me \u201ctransformo\u201d em outra pessoa e de l\u00e1 eu me observo e debato ou a condeno. Ou eu sou uma \u201cpessoa neutra\u201d, como o j\u00fari em uma corte.<br \/>\nEu penso que essas discuss\u00f5es s\u00e3o o fator mais importante para a forma\u00e7\u00e3o de uma pessoa, porque isso lhe permite se desenvolver a partir de seu interior. As discuss\u00f5es expandem a compreens\u00e3o acerca de si mesma. Ela aprende que \u201cEu posso ser de uma forma e o mundo pode ser completamente diferente, dependendo de como eu olho para ele, e outras pessoas s\u00e3o assim tamb\u00e9m\u201d. Tudo se torna multifacetado, fluido e relativo. E \u00e9 assim que o mundo realmente \u00e9.<br \/>\n&#8211; Podemos falar mais especificamente sobre isso? Por exemplo, suponha que n\u00f3s tenhamos uma reuni\u00e3o em que planejamos discutir alguns fen\u00f4menos do mundo, mas uma das crian\u00e7as chega \u00e0 reuni\u00e3o com o olho roxo. O que n\u00f3s fazemos? N\u00f3s continuamos a reuni\u00e3o conforme o planejado, falando sobre borboletas, ou nos reportamos ao hematoma e falamos sobre isso?<br \/>\n&#8211; N\u00f3s dever\u00edamos discutir juntos e imediatamente o que aconteceu com a crian\u00e7a? N\u00e3o sabemos, por\u00e9m, at\u00e9 que ponto ela est\u00e1 apta a sair de seu estado e a raz\u00e3o disso. Talvez a situa\u00e7\u00e3o deva ser tratada de forma diferente? N\u00f3s n\u00e3o damos nenhuma aten\u00e7\u00e3o ao seu hematoma e temos uma atitude \u201ce da\u00ed?\u201d sobre isso. Quer dizer que n\u00f3s a aceitamos do modo como ela \u00e9: \u201cIsso \u00e9 problema seu. Cuide disso sozinho. Para n\u00f3s voc\u00ea \u00e9 uma pessoal normal. No momento estamos falando sobre borboletas. Voc\u00ea pode falar normalmente depois de ter tido uma briga, ou voc\u00ea fica completamente arrasado e agitado?\u201d.<br \/>\nDesse modo ainda n\u00e3o prestaremos aten\u00e7\u00e3o ao que est\u00e1 acontecendo com ela, mas a partir de um lado oposto. Aqui tudo depende do educador, n\u00e3o posso lhe dar qualquer f\u00f3rmula. Isso, por\u00e9m, tem de ser olhado do ponto de vista da pedagogia: at\u00e9 que ponto isso pode influenciar a an\u00e1lise de si mesmo e do mundo? Talvez ela deva nos falar primeiramente de borboletas e depois da briga que teve na rua? Ou talvez ao contr\u00e1rio: para tir\u00e1-la de seus pensamentos, os quais distraem o grupo e a impedem de se juntar a ele, n\u00f3s dever\u00edamos dar a ela algum tipo de tarefa ou papel especial e fazer dela um her\u00f3i, ao inv\u00e9s de manipul\u00e1-la at\u00e9 um estado completamente diferente. Ou,<br \/>\nusando o exemplo dela, podemos mostrar como esse incidente nos distraiu a todos do nosso t\u00f3pico. Quer dizer, ela praticamente atrapalhou todos os nossos planos. Um educador deveria ver tudo isso e decidir.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Do livro&nbsp;\u201cA Psicologia da Sociedade Integral\u201d Temos de permitir que qualquer pessoa se veja de absolutamente todos os \u00e2ngulos, para sair de si mesma, para se avaliar objetivamente e concordar com o fato de que pode estar em formas completamente<span class=\"ellipsis\">&hellip;<\/span><\/p>\n<div class=\"read-more\"><a href=\"https:\/\/www.michaellaitman.com\/pt\/artigos\/reconhecendo-si-mesmo\/\">Leia mais &#8250;<\/a><\/div>\n<p><!-- end of .read-more --><\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-1717","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.michaellaitman.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1717","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.michaellaitman.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.michaellaitman.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.michaellaitman.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.michaellaitman.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1717"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.michaellaitman.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1717\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.michaellaitman.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1717"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.michaellaitman.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1717"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.michaellaitman.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1717"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}