{"id":1611,"date":"2014-10-30T13:24:35","date_gmt":"2014-10-30T16:24:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.michaellaitman.com\/?p=1611"},"modified":"2017-10-30T14:57:22","modified_gmt":"2017-10-30T17:57:22","slug":"prefacio-o-espectro-e-o-espirito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.michaellaitman.com\/pt\/livros\/prefacio-o-espectro-e-o-espirito\/","title":{"rendered":"Pref\u00e1cio:  O Espectro e o Esp\u00edrito"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><em>Do livro <a href=\"https:\/\/www.michaellaitman.com\/livros\/como-um-feixe-de-juncos\/\">&#8220;Como Um Feixe de Juncos&#8221;<\/a><\/em><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center\"><em><strong>Como eu vim a escrever este livro<\/strong><\/em><\/h2>\n<p>Nasci em Agosto de 1946 na cidade de Vitebsk, Bielorr\u00fassia. Era o segundo ver\u00e3o depois do fim da Segunda Guerra Mundial, minha vida era pregui\u00e7osa, lentamente mancando para tr\u00e1s em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 af\u00e1vel monotonia da normalidade. Sendo o filho primog\u00e9nito de um pai dentista e uma m\u00e3e ginecologista, tive uma inf\u00e2ncia despreocupada, convenientemente crescendo num bairro suburbano, n\u00e3o tendo preocupa\u00e7\u00f5es materiais que a maioria dos meus amigos de inf\u00e2ncia tinha.<\/p>\n<p>E todavia, uma sombra me perseguia pela minha inf\u00e2ncia e at\u00e9 durante a minha adolesc\u00eancia: o espectro do Holocausto, esse fantasma que muitos nunca escolhem mencionar, embora esteja sempre l\u00e1. Nomes de familiares ou amigos que pereceram foram mencionados num tom sombrio lhes dando uma presen\u00e7a estranha, como se ainda estivessem conosco, embora soubesse que nunca estiveram.<\/p>\n<p>E mais estranha ainda era o asco dos meus colegas Russos dos Judeus. Crian\u00e7as com as quais cresci odiavam Judeus simplesmente porque eram Judeus. Elas sabiam o que tinha acontecido aos seus vizinhos Judeus h\u00e1 apenas um ano atr\u00e1s, mas eram t\u00e3o sarc\u00e1sticas e insens\u00edveis como antes da guerra, o que me foi contado pelos mais idosos. Isto, eu n\u00e3o conseguia entender. Porque eram eles t\u00e3o odiados? Que mal imperdo\u00e1vel os Judeus fizeram? E de onde tinham eles aprendido essas hist\u00f3rias de horror sobre as coisas que os Judeus podiam fazer?<\/p>\n<p>Como seria de esperar do filho de pais em profiss\u00f5es de medicina, eu, tamb\u00e9m, assumi a profiss\u00e3o m\u00e9dica como minha carreira \u201cde escolha.\u201d Estudei bio-cibern\u00e9tica, uma ci\u00eancia que explora os sistemas do corpo humano, e tornei-me um cientista, um investigador no Instituto de Pesquisa do Sangue de S\u00e3o Petersburgo. E enquanto fantasiava comigo mesmo radiando orgulho sobre o p\u00falpito em Estocolmo na Su\u00e9cia, vencedor de um Pr\u00e9mio Nobel, uma paix\u00e3o profunda que j\u00e1 nutria e que vinha \u00e0 superf\u00edcie da minha consci\u00eancia.<\/p>\n<p>\u201cEu quero compreender o sistema\u201d, comecei a pensar, \u201csaber como tudo funciona.\u201d Mas mais que tudo, comecei a ponderar porque tudo era da maneira que era.<\/p>\n<p>Enquanto cientista de cora\u00e7\u00e3o, comecei a pesquisar respostas cientificas que pudessem explicar tudo, n\u00e3o s\u00f3 como calcular a massa de um objeto ou a acelera\u00e7\u00e3o de sua queda, mas o que causava esse objeto a existir em primeiro lugar.<\/p>\n<p>E dado que n\u00e3o consegui achar uma resposta na ci\u00eancia, decidi avan\u00e7ar. Depois de ser um refusenik (Judeus sovi\u00e9ticos a quem era negada permiss\u00e3o para emigrar para o estrangeiro) durante dois anos, finalmente obtive a minha licen\u00e7a e parti para Israel em 1974.<\/p>\n<p>Em Israel, continuei a procurar o sentido e a raz\u00e3o por tr\u00e1s de tudo. Dois anos depois de ter chegado a Israel, comecei a estudar Cabal\u00e1. Mas n\u00e3o foi at\u00e9 Fevereiro de 1979 que encontrei o meu professor, o Rabash, o filho primog\u00e9nito e sucessor do Rav Yehuda Leib HaLevi Ashlag, conhecido como Baal HaSulam (Dono da Escada) pelo seu coment\u00e1rio Sulam (Escada) sobre O Livro do Zohar.<\/p>\n<p>Finalmente, minhas ora\u00e7\u00f5es foram respondidas! Cada dia, cada hora , novas revela\u00e7\u00f5es despertavam em mim. As pe\u00e7as do quebra cabe\u00e7a da realidade ca\u00edram em seu lugar uma de cada vez e uma imagem coerente do mundo come\u00e7ou a se formar perante mim, como se o nevoeiro em si mesmo estivesse se formando diante de meus olhos at\u00f4nitos.<\/p>\n<p>Minha vida havia sido transformada e eu submergia a mim mesmo nos estudos e em assistir o Rabash da maneira que conseguia. Era sortudo o suficiente para ser capaz de suportar a minha fam\u00edlia com apenas algumas horas de trabalho todos os dias e dedi cava o resto do meu tempo a absorver a sabedoria tanto e qu\u00e3o profundamente podia.<br \/>\nPara mim, vivia numa realidade de sonho. Tive uma maravilhosa fam\u00edlia, vivia num pa\u00eds onde me sentia realmente livre, tinha uma boa vida com facilidade e tinha encontrado as respostas \u00e0s minhas perguntas vital\u00edcias.<\/p>\n<p>Uma dessas perguntas persistentes era aquela sobre o \u00f3dio aos Judeus. Na Cabal\u00e1, descobri porque acontece, porque \u00e9 t\u00e3o persistente e mais importante, o que deve ser feito para o curar. Certamente, antissemitismo \u00e9 uma ferida no cora\u00e7\u00e3o da humanidade, um eco de uma dor n\u00e3o curada que o mundo carrega h\u00e1 praticamente 4000 anos, desde Abra\u00e3o, nosso Patriarca, ter deixado a Babil\u00f4nia.<\/p>\n<p>A Cabal\u00e1 ensinou-me que Abra\u00e3o tinha proposto ao seu povo se unir e ser uma vez mais de \u201cuma l\u00edngua e uma fala\u201d (G\u00e9nesis 11:1), e que Rei Nimrod, governante da Babil \u00f4nia nessa altura, tinha proibido Abra\u00e3o de circular a sua ideia. Gradualmente, vi que o que o mundo agora precisa \u00e9 dessa mesma uni\u00e3o, essa camaradagem e responsabilidade m\u00fatua que Abra\u00e3o havia desenvolvido com seu grupo e descend\u00eancia e que Rei Nimrod o tinha impedido de doar aos seus irm\u00e3os e irm\u00e3s Babil\u00f4nios.<\/p>\n<p>Em uma aula matinal, meu professor, o Rabash, ensinou-me a \u201cIntrodu\u00e7\u00e3o ao Livro do Zohar,\u201d de Baal HaSulam. No final dele, Baal HaSulam escreveu que a menos que os Judeus doassem ao mundo o conhecimento e orienta\u00e7\u00e3o para a uni\u00e3o, as na\u00e7\u00f5es do mundo desprezariam os Judeus, os humilhariam, os expulsariam para fora da terra de Israel e os atormentariam onde quer que estivessem. Havia lido esse ensaio insond\u00e1vel anteriormente, mas nessa manh\u00e3 teve um impacto mais profundo em mim. Senti outra fase no meu desenvolvimento a emergir por dentro.<\/p>\n<p>Mais tarde nesse dia, fomos at\u00e9 Kfar S\u00e1ba, uma pequena cidade perto de Telavive, a um Kolel (semin\u00e1rio judaico) com o nome do meu estimado mentor. Na cave, o Rabash mostrou-me uma caixa de cart\u00e3o de tamanho m\u00e9dio cheia at\u00e9 \u00e0 borda de pequenos peda\u00e7os de papel. Ele perguntou-me se o levaria para o carro e o traria para a sua casa.<\/p>\n<p>Coloquei a caixa na mala do carro e no caminho de volta perguntei -lhe o que eram esses papeis na caixa. Sem a menor cerim\u00f3nia ele murmurou, \u201cAlguns velhos manuscritos de Baal HaSulam.\u201d Eu olhei para ele, mas ele olhou diretamente para a estrada \u00e0 frente e manteve-se silencioso todo o caminho de volta.<\/p>\n<p>Nessa noite, as luzes estavam acesas na cozinha de Baruch Ashlag toda a noite. Fiquei l\u00e1 e li meticulosamente cada peda\u00e7o de papel at\u00e9 que descobri um que n\u00e3o me deixaria procurar mais. Era a pe\u00e7a do quebra cabe\u00e7a que procurava sem sequer o saber. Era o capeamento, o primeiro passo na marcha que estava prestes a tomar doravante.<\/p>\n<p>O papel que tinha encontrado, que \u00e9 agora parte de \u201cOs Escritos da \u00daltima Gera\u00e7\u00e3o\u201d de Baal HaSulam,\u201d contava um conto de agonia e sede, amor e amizade, liberta\u00e7\u00e3o e compromisso. Aqui est\u00e3o as palavras que descobri: \u201cH\u00e1 uma alegoria sobre amigos que estavam perdidos no deserto, esfomeados e sedentos. Um deles havia encontrado um acampamento abundantemente cheio de cada delicia. Ele lembrou -se dos seus pobres irm\u00e3os, mas ele j\u00e1 se havia afastado deles e n\u00e3o sabia onde estavam. &#8230;Ele come\u00e7ou a gritar alto e a soprar o chifre, talvez seus pobres, amigos esfomeados escutassem sua voz, se aproximassem e viessem a esse acampamento abundantemente cheio de cada del\u00edcia.<\/p>\n<p>\u201cAssim \u00e9 a quest\u00e3o perante n\u00f3s: n\u00f3s nos perdemos no terr\u00edvel deserto juntamente com toda a humanidade e agora encontramos um grande e abundante tesouro, nomeadamente os livros da Cabal\u00e1. Eles preenchem nossas ansiosas almas e nos preenchem abundantemente com exuber\u00e2ncia e acordo.<\/p>\n<p>\u201cSomos saciados e h\u00e1 mais, mas a mem\u00f3ria dos nossos amigos deixados desesperadamente no terr\u00edvel deserto permanece fundo dentro dos nossos cora\u00e7\u00f5es. A dist\u00e2ncia \u00e9 grande e palavras n\u00e3o conseguem abrir caminho entre n\u00f3s. Por esta raz\u00e3o, temos de montar esta trombeta para soprar com for\u00e7a para que nossos irm\u00e3os possam escutar e se aproximar e serem t\u00e3o felizes como n\u00f3s.<\/p>\n<p>\u201cSaibam, nossos irm\u00e3os, nossa carne, que a ess\u00eancia da sabedoria da Cabal\u00e1 consiste de conhecimento de como o mundo desceu do seu lugar elevado e celestial ao nosso estado ign\u00f3bil. &#8230;\u00c9 desta forma muito f\u00e1cil descobrir na sabedoria da Cabal\u00e1 todas as corre\u00e7\u00f5es futuras destinadas a vir dos mundos perfeitos que nos precedem. Atrav\u00e9s dela saberemos como corrigir nossas maneiras doravante.<\/p>\n<p>\u201c. . .Imaginem, por exemplo, que certo livro hist\u00f3rico fosse descoberto hoje, que descreve as \u00faltimas gera\u00e7\u00f5es milhares de anos a frente, descrevendo o comportamento tanto dos indiv\u00edduos como sociedade. Nossos l\u00edderes procurariam cada conselho para organizar a vida aqui correspondentemente, e n\u00f3s n\u00e3o chegar\u00edamos \u00e0s manifesta\u00e7\u00f5es nas pra\u00e7as. Corrup\u00e7\u00e3o e o terr\u00edvel sofrimento cessariam e tudo chegaria pacificamente ao seu lugar.<\/p>\n<p>\u201cAgora, distintos leitores, este livro encontra -se aqui diante de voc\u00eas, em um arm\u00e1rio. Ele afirma explicitamente a inteira sabedoria do estadismo e as condutas da vida privada e p\u00fablica que vir\u00e3o a existir no fim dos dias. Eles s\u00e3o os livros da Cabal\u00e1, onde os mundos corrigidos est\u00e3o dispostos. Abram estes livros e encontrar\u00e3o todos os bons comportamentos que vir\u00e3o a aparecer no fim dos dias e encontrar\u00e3o dentro deles as boas li\u00e7\u00f5es pelas quais ordenar as quest\u00f5es mundanas hoje tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>\u201c&#8230;N\u00e3o consigo mais me conter. Resolvi divulgar as condutas da corre\u00e7\u00e3o do nosso futuro definitivo que descobri pela observa\u00e7\u00e3o e pela leitura nestes livros. Decidi sair ao povo do mundo com esta trombeta e acredito e estimo que ela ser\u00e1 suficiente para reunir todos aqueles que merecem come\u00e7ar a estudar e a mergulhar nos livros. Assim eles se sentenciar\u00e3o a si mesmos e ao mundo inteiro a uma escala de m\u00e9rito.\u201d1<\/p>\n<p>Cerca de um ano depois de descobrir estes artigos, publiquei os meus primeiros tr \u00eas livros com a orienta\u00e7\u00e3o e apoio do meu professor. Tenho publicado livros desde ent\u00e3o e circulei a Cabal\u00e1 por numerosos outros meios, tamb\u00e9m.<br \/>\nA realidade de hoje \u00e9 muito dura, e as pessoas frequentemente n\u00e3o t\u00eam paci\u00eancia ou desejo de mergulhar em livros, como Baal HaSulam imaginara. Mas a ess\u00eancia da sabedoria, o amor, e a uni\u00e3o que s\u00e3o as funda\u00e7\u00f5es da realidade e que a Cabal\u00e1 instiga nos seus praticantes, permanecem t\u00e3o verdadeiras como sempre foram.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do mais, desde o virar do s\u00e9culo, o antissemitismo tem aumentado uma vez mais, desta vez por todo o mundo. O espectro e o \u00f3dio aos Judeus enraizaram-se mundialmente. Se espalhando furtiva e venenosamente, ele amea\u00e7a infestar na\u00e7\u00f5es inteiras com fobia de judeus e repetir os horrores do passado.<\/p>\n<p>Mas agora sabemos qual \u00e9 a cura. Cada vez que os Judeus se unem, a serpente esconde a sua cabe\u00e7a. O esp\u00edrito de camaradagem e responsabilidade m\u00fatua que sempre foram a nossa \u201carma,\u201d nosso escudo contra a adversidade.<\/p>\n<p>Agora devemos reunir esse esp\u00edrito, nos vestirmos com ele e deixar que o seu calor curativo nos rodeie. E assim que o tenhamos feito, devemos partilhar esse esp\u00edrito com o resto do mundo, pois esta \u00e9 a nossa voca\u00e7\u00e3o, a ess\u00eancia do nosso ser \u201cuma luz para as na\u00e7\u00f5es.\u201d E assim, porque todos precisamos de respostas para as nossas perguntas mais profundas, porque bem fundo todos os Judeus querem saber a cura para o antissemitismo e porque \u00e9 o legado do meu professor e de seu pai e grande professor. Decidi detalhar o que significa ser um Judeu, o que significa ser comprometido e o que significa partilhar. Mas acima de tudo, eles me ensinaram o que significa amar o Criador.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Do livro &#8220;Como Um Feixe de Juncos&#8221; Como eu vim a escrever este livro Nasci em Agosto de 1946 na cidade de Vitebsk, Bielorr\u00fassia. 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