{"id":1209,"date":"2015-05-06T21:59:34","date_gmt":"2015-05-07T00:59:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www.michaellaitman.com\/?p=1209"},"modified":"2016-07-29T12:12:12","modified_gmt":"2016-07-29T15:12:12","slug":"o-que-eu-aprendi-sobre-dar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.michaellaitman.com\/pt\/artigos\/o-que-eu-aprendi-sobre-dar\/","title":{"rendered":"O Que Eu Aprendi Sobre Dar"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\">Enquanto crian\u00e7a crescendo na Bielorr\u00fassia, estava sozinho maioria das vezes. N\u00e3o era que n\u00e3o tivesse amigos. Pelo contr\u00e1rio, eu tinha muitos. Mas frequentemente os deixava a jogar pingue-pongue no quintal da minha casa enquanto eu ia nadar no lago. Gostava dos meus amigos de inf\u00e2ncia, mas uma vez que eu tinha perguntas que n\u00e3o conseguia resolver com eles, frequentemente tomava banhos que por vezes duravam duas horas sem parar, de costa a costa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">As perguntas que me incomodavam mais, at\u00e9 aos dez ou onze anos de idade, eram sobre a vida. Eu tinha tudo, mas era infeliz. Enquanto crescia, continuava a buscar. Procurei na ci\u00eancia, na religi\u00e3o e na filosofia. Mas nada;\u00a0a resposta n\u00e3o estava l\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">At\u00e9 minha imigra\u00e7\u00e3o para Israel era parte da minha busca de sentido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Eventualmente, achei a resposta. E como todas as verdadeiras respostas, ela era simples, acess\u00edvel e escondida dos olhos at\u00e9 que estivesse ponto para a descobrir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Agora \u00e9 minha miss\u00e3o de vida a ensinar a quem quer que queira escutar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Numa palavra, a resposta \u00e9 &#8220;Dar!&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Se voc\u00ea quer ser feliz, d\u00ea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mas quando olhei para dentro de mim mesmo eu n\u00e3o via dar. Para me tornar dador, assim aprendi, tinha na realidade de o praticar. E a coisa engra\u00e7ada \u00e9 que quanto mais voc\u00ea pratica mais se apercebe da natureza do seu verdadeiro eu. Mas no final, a recompensa est\u00e1 sempre l\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Quando eu primeiro me cruzei com esta chave para a felicidade, pensei, &#8220;Quem quer ser dador?&#8221; Mas gradualmente, soube o que<strong>\u00a0Arianna Huffington<\/strong>\u00a0escreveu numa recente publica\u00e7\u00e3o, <a href=\"http:\/\/www.huffingtonpost.in\/arianna-huffington\/become-a-gift_b_6427500.html?utm_hp_ref=india\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow\">\u201c<strong>Become a Gift\u201d<\/strong><\/a>: \u201cquando estamos envolvidos em prestar servi\u00e7o e voluntariado,\u201d n\u00f3s estamos a \u201cexpandir os limites do nosso pr\u00f3prio ser.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Agora tudo fazia sentido. Dar \u00e9 \u00f3ptimo: faz-o sentir-se bem acerca de si mesmo e faz os beneficiarios da sua doa\u00e7\u00e3o sentirem-se muito melhor e especialmente, sentirem-se amados! Mas e se voc\u00ea fosse t\u00e3o inerentemente egoc\u00eantrico\u00a0que n\u00e3o conseguisse ver dar como desej\u00e1vel? Estaria ent\u00e3o voc\u00ea destinado a uma vida confinada dentro do seu ego?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">E como vamos remendar a sociedade e curar as crises que caem sobre o mundo a um ritmo inconceb\u00edvel, se alguns de n\u00f3s nunca ser\u00e3o capazes de mudar? Ent\u00e3o estamos condenados?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">N\u00e3o de todo. Para tais pessoas, a mensagem de ampliar os limites \u00e9 a chave.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00c9 um conceito muito simples: Todos estamos conectados em cada n\u00edvel do nosso ser \u2014 f\u00edsica, emocional, intelectual e espiritualmente. A ci\u00eancia comprovou isto numerosas vezes. Olhe s\u00f3 para o livro inovador de \u00a0Christakis\u00a0e\u00a0Fowler, <em>O Poder das Conex\u00f5es<\/em>\u00a0e voc\u00ea ver\u00e1 que n\u00e3o podemos evitar a responsabilidade compartilhada do destino da humanidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mas o que \u00e9 ainda mais interessante \u00e9 que quando damos, n\u00f3s invertemos a direc\u00e7\u00e3o das suas conex\u00f5es de uns para os outros, ent\u00e3o em vez de procurar constantemente onde podemos beneficiar, come\u00e7amos a procurar onde podemos beneficiar os outros! Gradualmente, nos tornamos mais conscientes, mais sintonizados com as necessidades e at\u00e9 pensamentos dos outros. Abreviadamente, n\u00f3s expandimos nosso ser.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Para entender que bem valioso esta expans\u00e3o \u00e9, pense no seu pr\u00f3prio corpo. No seu corpo, certos dez trili\u00f5es de c\u00e9lulas funcionam em perfeita harmonia o permitindo ler esta publica\u00e7\u00e3o. Se n\u00e3o funcionassem, voc\u00ea n\u00e3o a estaria a ler. De facto, voc\u00ea n\u00e3o seria; ponto. As c\u00e9lulas se desintegrariam de um \u00fanico organismo numa pilha de c\u00e9lulas em competi\u00e7\u00e3o, muito como a humanidade de hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Agora pense num tumor cancer\u00edgeno. As c\u00e9lulas do tumor crescem sem verifica\u00e7\u00e3o, &#8220;roubam&#8221; vasos sangu\u00edneos de \u00f3rg\u00e3os pr\u00f3ximos, corrompem a funcionalidade dos \u00f3rg\u00e3os afectados e eventualmente causam a morte da pessoa que elas exploraram, conduzindo \u00e0 eventual morte do tumor, tamb\u00e9m. E contudo, as c\u00e9lulas cancer\u00edgenas s\u00e3o t\u00e3o egoc\u00eantricas que n\u00e3o conseguem &#8220;entender&#8221; que ao matarem seu anfitri\u00e3o, elas se est\u00e3o a matar a elas mesmas. Se isto lhe soar desagradavelmente semelhante \u00e0 nossa pr\u00f3pria sociedade, n\u00e3o \u00e9 coincid\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Num corpo saud\u00e1vel, \u00e9 precisamente o oposto: as c\u00e9lulas todas trabalham em harmonia, o corpo fornece a cada uma delas abund\u00e2ncia de oxig\u00e9nio e nutrientes e remove o desperd\u00edcio dos produtos do CO2 e outros qu\u00edmicos r\u00e1pida e facilmente. Quando o c\u00e9rebro d\u00e1 uma tarefa ao corpo, tal como estudar, exercitar ou falar com amigos, as c\u00e9lulas no corpo trabalham para apoiar a execu\u00e7\u00e3o da tarefa para que a pessoa desfrute disso tanto quanto o poss\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A raz\u00e3o pela qual podemos fazer tudo isto \u00e9 que as c\u00e9lulas n\u00e3o se concentram em si mesmas, mas no corpo em que habitam, essa col\u00f3nia de c\u00e9lulas conhecida como Sr. ou Sr\u00aa X. As c\u00e9lulas, parece, t\u00eam uma percep\u00e7\u00e3o mais expandida que sua pr\u00f3pria exist\u00eancia. Todavia isto \u00e9 somente poss\u00edvel pois elas se concentram em dar, em vez de receber.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">H\u00e1 uma m\u00e1xima que o amor \u00e9 como uma ma\u00e7\u00e3: colha-o quando est\u00e1 maduro, ou ele em breve vai apodrecer e cair\u00e1. N\u00f3s, a ra\u00e7a humana, fomos aben\u00e7oados com a habilidade de fazer tais escolhas conscientemente, assim nos tornando conscientes do profundo processo de crescimento que atravessamos. Mas devemos trabalhar para tirar proveito desta b\u00ean\u00e7\u00e3o ou ela se transformar\u00e1 numa maldi\u00e7\u00e3o tal como essa ma\u00e7\u00e3 demasiado madura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Muito assim, n\u00e3o temos tempo a perder. N\u00f3s precisamos de colher o fruto de dar enquanto ainda pudermos, porque nosso mundo est\u00e1 desesperadamente em necessidade disso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mas mais importante, se dermos n\u00e3o s\u00f3 pelo bem de dar, mas pelo bem de nos conectarmos ao nosso todo maior, a toda a humanidade, todos entrar\u00e3o a bordo e a sociedade humana mudar\u00e1 para sempre para o melhor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Originalmente publicado no <a href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/pulse\/what-i-learned-giving-michael-laitman?trk=prof-post\"><em><strong>LinkedIn<\/strong><\/em><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Enquanto crian\u00e7a crescendo na Bielorr\u00fassia, estava sozinho maioria das vezes. N\u00e3o era que n\u00e3o tivesse amigos. Pelo contr\u00e1rio, eu tinha muitos. Mas frequentemente os deixava a jogar pingue-pongue no quintal da minha casa enquanto eu ia nadar no lago. 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