{"id":1199,"date":"2016-05-06T06:48:32","date_gmt":"2016-05-06T09:48:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.michaellaitman.com\/?p=1199"},"modified":"2016-07-29T11:41:38","modified_gmt":"2016-07-29T14:41:38","slug":"shavuot-alem-do-cheese-cake","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.michaellaitman.com\/pt\/artigos\/shavuot-alem-do-cheese-cake\/","title":{"rendered":"Shavuot: Al\u00e9m do Cheese Cake"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Os Judeus s\u00e3o \u00f3ptimos em condizer os pratos com os feriados. Shavuot \u00e9 provavelmente um dos meus favoritos de sempre, especialmente se voc\u00ea gostar de cheesecake. Por alguma raz\u00e3o estranha, por\u00e9m, \u00e9 tamb\u00e9m um dos festivais que encaramos mais suavemente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00c9 estranho por que se voc\u00ea olhar um pouco mais fundo e se lembrar que os festivais Judeus representam fases no nosso progresso espiritual, ent\u00e3o Shavuot adquire um significado muito maior. Com progresso espiritual, n\u00e3o me refiro a certo tipo de misticismo, mas \u00e0 nossa habilidade de nos amarmos uns aos outros.<br \/>\nShavuot marca um ponto no nosso desenvolvimento em que recebemos a Tor\u00e1, a lei de dar. Ela \u00e9 uma fase seminal em actualizar a fase final inclusiva, toda abrangente do nosso desenvolvimento: &#8220;Ame seu pr\u00f3ximo como a si mesmo.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Quando Rabbi Akiva disse que ame seu pr\u00f3ximo como a si mesmo \u00e9 uma grande klal (regra) na Tor\u00e1, ele n\u00e3o se referia a ela somente como uma lei, mas tamb\u00e9m como a klal (soma total, inclus\u00e3o) de toda a Tor\u00e1. Por outras palavras, todas as leis da Tor\u00e1 conduzem a essa \u00fanica meta de amar os outros como a si mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Se isto assim \u00e9, podemos ficar surpresos que desconsideremos este feriado e o reduzimos a um festival de cheesecake? Quem quer amar os outros, muito menos am\u00e1-los como a si mesmo? Isso \u00e9 o oposto a nossa natureza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Verdade, mas n\u00f3s n\u00e3o escrevemos a Tor\u00e1. Nem escolhemos receb\u00ea-la. Se tiv\u00e9ssemos vivido quando ela foi dada, provavelmente ter\u00edamos dito, &#8220;N\u00e3o obrigado, d\u00ea-a aos Babil\u00f3nios; d\u00ea-a aos Ass\u00edrios; d\u00ea-a aos Cananeus; d\u00ea a qualquer um menos a n\u00f3s.&#8221; Mas a lenda conta que eles foram espertos o suficiente para a recusar. Em vez disso, aqui continua a piada, quando Deus a ofereceu a n\u00f3s, n\u00f3s pergunt\u00e1mos, &#8220;Quanto custa?&#8221; E quando Deus disse, &#8220;\u00c9 de gra\u00e7a,&#8221; n\u00f3s dissemos, &#8220;Ent\u00e3o d\u00ea-nos duas!&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ent\u00e3o agora estamos presos com uma tarefa de sermos uma luz para as na\u00e7\u00f5es. N\u00e3o o queremos, nem entendemos o que isso significa. Mas o mundo est\u00e1 rancoroso de n\u00f3s n\u00e3o fazermos o que quer que seja que dev\u00edamos estar a fazer e certa for\u00e7a oculta com a qual n\u00e3o queremos ter nada a ver est\u00e1 a orquestrar as coisas para que todos nos culpem por tudo aquilo que h\u00e1 de errado no mundo. Mas repare, tudo o que queremos \u00e9 viver em paz por tr\u00e1s de uma cerca e o volante de um\u00a0jipe.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Eis que, a vida, como disse John Lennon, &#8220;\u00e9 aquilo que acontece quando voc\u00ea faz outros planos.&#8221; Num mundo onde todos est\u00e3o dependentes de todos os outros atrav\u00e9s deste termo amorfo, &#8220;globaliza\u00e7\u00e3o,&#8221; n\u00e3o podemos fingir viver a vida numa ilha nos guardando para n\u00f3s mesmos. Podemos ter uma \u00f3ptima vida, sem d\u00favida, mas somente se todos tiverem uma \u00f3ptima vida, tamb\u00e9m. A responsabilidade m\u00fatua pela qual nosso povo era famoso nos dias dos camelos e das tendas deve ser franqueada para o resto do mundo nos dias do Camry e\u00a0casas para uma fam\u00edlia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O mundo precisa de responsabilidade m\u00fatua e n\u00e3o a consegue achar em lado algum. N\u00f3s nos torn\u00e1mos t\u00e3o alienados e egoc\u00eantricos que tomamos antidepressivos para funcionar, &#8220;consumimos&#8221; Angry Birds e coisas semelhantes para adormecer nossas mentes, ou nos voltamos para o fundamentalismo numa busca desesperada de sentido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mas n\u00e3o h\u00e1 sentido no isolamento. Sentido pode ser achado somente na conex\u00e3o humana. A primeira coisa que queremos fazer quando algo de bom nos acontece \u00e9 contarmos aos nossos amigos sobre isso. A primeira coisa que queremos fazer quando algo de mau nos acontece \u00e9 que algu\u00e9m venha ao nosso socorro. N\u00f3s somos seres sociais, f\u00edsica, emocional e mentalmente. Naturalmente, nossa integridade espiritual tamb\u00e9m deriva da nossa conex\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O truque para esta integridade espiritual atrav\u00e9s da conex\u00e3o, por\u00e9m, \u00e9 a habilidade de nos unirmos acima das diferen\u00e7as. N\u00f3s somos \u00fanicos e queremos permanecer desse modo. \u00c9 assim que definimos quem n\u00f3s somos. O problema \u00e9 que estamos a usar nossa singularidade para ganhar uma vantagem sobre os outros. Com isso, nos negamos o enriquecimento e for\u00e7a que recebemos deles, enquanto tamb\u00e9m desperdi\u00e7ando uma enorme quantidade de energia ao nos tentarmos proteger dos outros. Em vez de nos nutrirmos uns aos outros, estamos ocupados a nos destruir uns aos outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Se pud\u00e9ssemos inverter esta mentalidade e aplicar nossa singularidade para o bem comum, quem sabe o que alcan\u00e7ar\u00edamos?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os antigos Hebreus entenderam tudo isso. As coisas ainda est\u00e3o muito submersas l\u00e1, escondidas por debaixo de camadas de egocentrismo ao ponto que voc\u00ea n\u00e3o consegue detectar sua presen\u00e7a. Como as camadas de sujidade que voc\u00ea precisa de desenterrar quando escava em lugares da antiguidade, n\u00f3s precisamos de descascar as camadas de ego\u00edsmo e descobrir novamente a habilidade de nos conectarmos em responsabilidade m\u00fatua.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O mundo precisa de um exemplo, um modelo exemplar para executar o amor pelos outros. At\u00e9 que concretizemos isso e nos tornemos esse modelo, as pessoas continuar\u00e3o a se executar umas \u00e0s outras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Shavuot simboliza o momento em que aceitamos a tarefa de todo o cora\u00e7\u00e3o, n\u00e3o por ser f\u00e1cil, mas porque \u00e9 a coisa certa a fazer. E enquanto a fazemos, n\u00e3o h\u00e1 problema algum em comer algum cheesecake, tamb\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Publicado originalmente no <a href=\"http:\/\/blogs.timesofisrael.com\/shavuot-beyond-the-cheese-cake\/\"><strong><em>The Times of Israel<\/em><\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os Judeus s\u00e3o \u00f3ptimos em condizer os pratos com os feriados. Shavuot \u00e9 provavelmente um dos meus favoritos de sempre, especialmente se voc\u00ea gostar de cheesecake. 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