{"id":1194,"date":"2016-05-05T08:12:22","date_gmt":"2016-05-05T11:12:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.michaellaitman.com\/?p=1194"},"modified":"2016-07-29T11:42:01","modified_gmt":"2016-07-29T14:42:01","slug":"o-2o-holocausto-como-o-podemos-prevenir","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.michaellaitman.com\/pt\/artigos\/o-2o-holocausto-como-o-podemos-prevenir\/","title":{"rendered":"O 2\u00ba Holocausto \u2014 Como o podemos prevenir"},"content":{"rendered":"<h3 class=\"article-teaser-text\" style=\"text-align: justify\">Ainda somos\u00a0donos\u00a0do nosso destino; a escolha ainda est\u00e1 nas nossas m\u00e3os. N\u00e3o a percamos novamente.<\/h3>\n Estrela de David. (cr\u00e9dito:ING IMAGE\/ASAP)\n<p style=\"text-align: justify\">Eu nasci um ano depois do fim da Segunda Guerra Mundial. Durante meus anos de forma\u00e7\u00e3o, fal\u00e1mos da maioria dos meus membros de fam\u00edlia no pret\u00e9rito passado. Eles haviam desaparecido, pereceram no Holocausto. Estava escrito na parede mas a maioria dos Judeus se recusava a l\u00ea-lo. Agora est\u00e1 na parede novamente, irrompendo sobre\u00a0n\u00f3s nas manchetes dos jornais e publica\u00e7\u00f5es nas redes sociais. Se fecharmos os olhos novamente, um segundo Holocausto vai acontecer e mais expansivo que o primeiro. N\u00f3s podemos preveni-lo, mas n\u00e3o devemos esperar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os 50 estranhos membros suspensos do Partido Trabalhista brit\u00e2nico n\u00e3o s\u00e3o ma\u00e7\u00e3s podes numa entidade inversamente liberal de progressista; eles s\u00e3o a ponta do icebergue. Os Judeus foram, s\u00e3o e permanecer\u00e3o p\u00e1rias e exclu\u00eddos onde quer que estejam, enquanto refrearem assumir sua velha tarefa: trazer o mundo \u00e0 paz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Para onde quer que olhemos, o mundo est\u00e1 a rodar para o caos. Os super-poderes est\u00e3o brincar de &#8220;faz-de-conta&#8221; com avi\u00f5es de combate; grupos terroristas aterrorizam o mundo com picapes Toyota, facas do mato\u00a0e crueldade desumana; taxas de juro zero nos mercados financeiros est\u00e3o a tornar os podres de ricos mais ricos e mais podres; e cada outra pessoa consome antidepressivos como se fossem vitaminas. \u00c9 admira\u00e7\u00e3o que as drogas, que o antigo Presidente, George Bush, descreveu \u00e0 menos de trinta anos atr\u00e1s como &#8220;a mais grave amea\u00e7a dom\u00e9stica que enfrenta nossa na\u00e7\u00e3o,&#8221; se tenham tornado o nosso novo melhor amigo?<br \/>\nH\u00e1 menos de trinta anos atr\u00e1s Shimon Peres ainda falava sobre &#8220;O Novo M\u00e9dio Oriente.&#8221; Sonh\u00e1mos emular o modelo bem sucedido da Uni\u00e3o Europeia em outras partes do mundo e os EUA pela \u00c1frica cantaram \u201cWe Are the World.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ningu\u00e9m est\u00e1 a cantar agora. O mundo est\u00e1 em modo de sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nosso mundo se tornou denso, apertado, interconectado e interdependente. Ao mesmo tempo, nos torn\u00e1mos distantes e alienados uns dos outros. A tens\u00e3o entre nossas tend\u00eancias anti-sociais e nossas conex\u00f5es apertadas obrigat\u00f3rias se tornou t\u00e3o alta que ela se pode rasgar a qualquer momento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Todavia, n\u00e3o nos podemos afastar. Tal como todas as outras partes da realidade, nos torn\u00e1mos uma mistura insepar\u00e1vel cujas partes dependem umas das outras para a sobreviv\u00eancia. Mas ao contr\u00e1rio do resto da realidade, n\u00f3s detestarmos ser dependentes dos outros. N\u00f3s queremos governar, dominar, comandar ou pelo menos que nos deixem em paz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nada disto \u00e9 poss\u00edvel. Conex\u00e3o \u00e9 a lei da vida. Sem ela n\u00e3o h\u00e1 cria\u00e7\u00e3o ou evolu\u00e7\u00e3o. Nada persiste sem conex\u00f5es positivas e rec\u00edprocas com seu meio circundante. Desta forma, os humanos devem aprender a se conectar desse modo, tamb\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Quando n\u00f3s n\u00e3o nos conseguimos conectar volunt\u00e1ria e positivamente, somos for\u00e7ados a faz\u00ea-lo atrav\u00e9s de certa trag\u00e9dia que nos conecta juntos, ou um tirano que nos une juntos atrav\u00e9s de certa forma de fascismo, que recebe seu nome da palavra, fascis, que em Latim significa &#8220;feixe.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">E quando as coisas se tornam dif\u00edceis, os Judeus se escaldam. Isso n\u00e3o acontece porque certo governante astuto nos culpa em prol de evitar ser culpado pelos seus pr\u00f3prios fracassos. A ira das massas para os Judeus \u00e9 genu\u00edna. Elas sentem que (de alguma maneira) os Judeus causaram seus problemas. Elas podem n\u00e3o ser capazes de explicar essa ira atrav\u00e9s da l\u00f3gica, mas seus sentimentos v\u00eam de bem fundo no interior. Assim foi na Espanha do s\u00e9culo 15, na R\u00fassia do s\u00e9culo 19, na Alemanha do s\u00e9culo 20 e assim hoje \u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mas n\u00f3s os Judeus dev\u00edamos saber a resposta, pois em tempos estivemos muito mais conscientes do nosso papel. Nossos antepassados sabiam que todos os nossos problemas v\u00eam de m\u00e1s conex\u00f5es entre as pessoas. Foi por isso que se tornaram uma na\u00e7\u00e3o somente depois de terem se terem comprometido a amar seu pr\u00f3ximo como a eles mesmos. Eles sabiam que m\u00e1s conex\u00f5es conduzem os povos para a guerra em vez de para a paz, a denegrir em vez de elogiar, a receber em vez de dar e a matar em vez de curar. E somente eles, nossos antepassados, conseguiram se conectar de uma maneira n\u00e3o egoc\u00eantrica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Estes antigos Hebreus se tornaram a na\u00e7\u00e3o de Israel quando prometeram ser &#8220;como um homem com um cora\u00e7\u00e3o.&#8221; Colocando de parte as diferen\u00e7as de etnia e fundo, eles adoptaram a m\u00e1xima, &#8220;Ama teu pr\u00f3ximo como a ti mesmo&#8221; e acharam nela um tesouro de poder e vitalidade. Como Abra\u00e3o lhes havia ensinado, eles perceberam que \u00e9 assim que a vida deve ser, que o mundo estava longe disso e que eles devem assumir sobre si mesmos a tarefa de serem &#8220;uma luz para as na\u00e7\u00f5es,&#8221; de trazer o Tikkun Olam, a correc\u00e7\u00e3o ao mundo, atrav\u00e9s da conex\u00e3o especial que haviam descoberto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">E todavia, em vez de espalharmos nosso m\u00e9todo de conex\u00e3o especial, h\u00e1 dois mil anos atr\u00e1s prontamente descemos para o hedonismo. E embora tiv\u00e9ssemos sido banidos e expulsos dos mais altos lugares, confinados a nossas shtetls, nossas cidades Judias, n\u00e3o perdemos nossa f\u00e9 que um dia ser\u00edamos emancipados e nos seria permitido ser como todos os outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Eruditos tais como Liev Tolst\u00f3i questionaram, &#8220;O que \u00e9 um Judeu? &#8230; Que esp\u00e9cie de criatura \u00e9 esta a quem todos os governantes de todas as na\u00e7\u00f5es do mundo desgra\u00e7aram e esmagaram e expulsaram e destru\u00edram; perseguiram, queimaram e afogaram e que, apesar de sua ira e sua f\u00faria, continua a viver?&#8221; Outras pessoas de direito, tal como Mark Tain, reflectiram sobre os Judeus e finalmente conclu\u00edram que &#8220;Todas as coisas s\u00e3o mortais menos o Judeu; todas as for\u00e7as passam, mas ele permanece. Qual \u00e9 o segredo da sua imortalidade?&#8221; E todavia, nunca nos ocorreu que h\u00e1 uma raz\u00e3o para a nossa sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Depois do Holocausto nos foi dado um intervalo, uma chance de nos reconectarmos a nossa tarefa e uns aos outros. N\u00f3s escolhemos usar esta liberdade sem precedentes e fazermos exactamente o nos propusemos fazer h\u00e1 2000 anos atr\u00e1s quando fomos exilados\u2014nos misturarmos com as na\u00e7\u00f5es ao ponto do esquecimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mas se desaparecermos, o mundo perder\u00e1 sua \u00fanica esperan\u00e7a de achar o modo certo de se conectar, atrav\u00e9s do amor pelos outros e responsabilidade m\u00fatua. E assim o mundo nos tem de juntar novamente e a janela de oportunidade de adoptarem nossas conex\u00f5es agradavelmente est\u00e1 a fechar-se.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A UNESCO decidiu que Israel n\u00e3o tem direito, nem sequer hist\u00f3rico, ao Monte do Templo. Pol\u00edticos brit\u00e2nicos especulam que seria uma espl\u00eandida ideia se Israel estivesse, digamos, na Am\u00e9rica. Quanto ao resto do mundo, ele est\u00e1 a come\u00e7ar a pensar que &#8220;Talvez votar para estabelecer um estado Judeu em 1947 n\u00e3o tivesse sido uma ideia muito inteligente; talvez esteja na hora de mudar isso.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">N\u00f3s podemos mudar a mar\u00e9. Tudo o que temos de fazer \u00e9 aprender a nos conectar tal como antes. A semente do amor pelos outros est\u00e1 dentro de n\u00f3s. N\u00f3s s\u00f3 precisamos de a &#8220;regar&#8221; um pouco com alguma boa vontade para transcender nossa indigna\u00e7\u00e3o farisaica de uns para os outros e vermos que somos todos uma na\u00e7\u00e3o, conectada por uma meta comum \u2014 de beneficiar a humanidade ao compartilhar o modo certo de se conectar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ser-se &#8220;uma luz para as na\u00e7\u00f5es&#8221; n\u00e3o \u00e9 certa no\u00e7\u00e3o sublime e arcaica. Ela \u00e9 uma tarefa muito terrena: Nos conectarmos uns aos outros at\u00e9 que nossos cora\u00e7\u00f5es se conectem, ent\u00e3o ensinar aos outros a fazerem o mesmo atrav\u00e9s do nosso exemplo. O mundo sofre por isso e acusa-nos de causar todas as guerras pois n\u00e3o sente que estejamos a espalhar o amor. Se aprendermos a nos amar uns aos outros e compartilhar este conhecimento com o mundo, ent\u00e3o as pessoas n\u00e3o sentir\u00e3o que causamos as guerras. Elas saber\u00e3o que n\u00f3s somos os portadores da Paz, da Tikkun Olam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">N\u00f3s podemos prevenir o segundo Holocausto. Tudo o que temos de fazer \u00e9 pouco-a-pouco, nos unirmos &#8220;como um homem com um cora\u00e7\u00e3o.&#8221; Ainda somos donos do nosso destino; a escolha ainda est\u00e1 nas nossas m\u00e3os. N\u00e3o a percamos novamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Publicado originalmente no <a href=\"http:\/\/www.jpost.com\/Opinion\/The-2nd-Holocaust-How-we-can-prevent-it-453063\"><strong><em>The Jerusalem Post<\/em><\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ainda somos\u00a0donos\u00a0do nosso destino; a escolha ainda est\u00e1 nas nossas m\u00e3os. N\u00e3o a percamos novamente. Eu nasci um ano depois do fim da Segunda Guerra Mundial. 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