{"id":1180,"date":"2016-04-28T12:01:48","date_gmt":"2016-04-28T15:01:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.michaellaitman.com\/?p=1180"},"modified":"2016-07-29T11:43:08","modified_gmt":"2016-07-29T14:43:08","slug":"pos-pessach-o-nascimento-de-uma-nacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.michaellaitman.com\/pt\/artigos\/pos-pessach-o-nascimento-de-uma-nacao\/","title":{"rendered":"P\u00f3s-Pessach \u2014 o nascimento de uma na\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":" Uma vis\u00e3o do sul de Israel. (cr\u00e9dito:AHUVA BRENER)\n<p style=\"text-align: justify\">Na \u00faltima semana, celebr\u00e1mos a liberta\u00e7\u00e3o de nossos antepassados da escravid\u00e3o. Alguns fizeram-o com Gefilte Fish, alguns saborearam o Fatoot (sopa iemenita com matz\u00e1), alguns se deliciaram em Mina (tarde de carne com matz\u00e1, popular entre os Judeus dos Balc\u00e3s), ou com certa outra comida tradicional que desfruamos na noite de Pessach.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Tradi\u00e7\u00f5es de lado, a ess\u00eancia do s\u00e9der de Pessach \u00e9 a mesma para todos n\u00f3s. Mas a hist\u00f3ria de Pessach n\u00e3o termina quando as paredes do mar dividido se desmoronam sobre os Eg\u00edpcios e se tornam seu t\u00famulo mar\u00edtimo. Esse \u00e9 s\u00f3 o come\u00e7o de uma jornada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Como escrevi na <a href=\"https:\/\/www.michaellaitman.com\/artigos\/pesach\/\">coluna da semana passada<\/a>, \u00a0para entender o verdadeiro poder da hist\u00f3ria do \u00eaxodo do Egipto devemos olhar al\u00e9m da narrativa tradicional. Em uma das suas cartas, Maim\u00f3nides escreveu, &#8220;Devemos saber que Fara\u00f3 \u00e9 certamente a inclina\u00e7\u00e3o do mal.&#8221; Ent\u00e3o Fara\u00f3 e consequentemente o Egipto, reflectem um lado de n\u00f3s que preferimos ver nos outros, em vez de em n\u00f3s mesmos: o ego.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mas fora do Egipto fomos liberados do nosso opressor, o ego e pudemos come\u00e7ar a formar a qualidade \u00fanica que nos fez uma na\u00e7\u00e3o. Come\u00e7\u00e1mos a formar a fraternidade e uni\u00e3o. A partir daqui come\u00e7a uma jornada que culmina no p\u00e9 do Monte Sinai, onde prometemos nos unir &#8220;como um homem com um cora\u00e7\u00e3o,&#8221; deste modo nos tornando uma na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nossa fraternidade nos havia mantido fortes durante gera\u00e7\u00f5es. Ela era nossa &#8220;principal defesa contra a calamidade&#8221; como o Maor Vashemesh o coloca. Nem sempre a conseguimos manter, mas conseguimos restaur\u00e1-la de tempos a tempos, at\u00e9 que n\u00e3o conseguimos mais. Essa hora fat\u00eddica, h\u00e1 cerca de dois mil\u00e9nios atr\u00e1s, foi a ru\u00edna do Templo e o ex\u00edlio \u2014 o resultado de nosso pr\u00f3prio \u00f3dio infundado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Imersos no ego\u00edsmo e contendas, nos torn\u00e1mos o &#8220;Judeu deambulante,&#8221; sempre procurando abrigo, mas sempre guardando &#8220;uma mala feita.&#8221; A luz da uni\u00e3o que nos havia sido destinada emitir havia esmaecido e as na\u00e7\u00f5es come\u00e7aram a questionar se n\u00f3s somos verdadeiramente &#8220;o povo escolhido.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mas tr\u00e1gicas circunst\u00e2ncias nos trouxeram de novo para a terra de nossos antepassados e para a liberdade. Ganh\u00e1mos novamente a soberania e reconstru\u00edmos nossa for\u00e7a, mas ainda nos falta lembrar para que servem elas. Sendo um porto de abrigo para os Judeus \u00e9 uma causa digna, sem d\u00favida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mas a fenda crescente entre Israel e os Judeus da Di\u00e1spora diz-nos que h\u00e1 mais sobre Israel que se tratar de um &#8220;campo de refugiados&#8221; espa\u00e7oso. Nosso pa\u00eds forte e soberano pode realizar seu destino. Mas em vez de sermos uma luz para as na\u00e7\u00f5es, estamos ocupados a brigar entre n\u00f3s, demonstrando completa incompet\u00eancia no que diz respeito \u00e0 uni\u00e3o e fraternidade e em vez de sermos &#8220;uma luz para as na\u00e7\u00f5es,&#8221; nos orgulhamos de sermos uma na\u00e7\u00e3o de incubadoras de empresas. A tecnologia \u00e9 \u00f3ptima como meio auxiliar, mas se \u00e9 isto tudo o que temos para oferecer ao mundo, ent\u00e3o devemos fazer s\u00e9ria introspec\u00e7\u00e3o sobre o que somos enquanto estado Judeu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">H\u00e1 poucas semanas atr\u00e1s, a Organiza\u00e7\u00e3o Educacional, Cient\u00edfica e Cultural das Na\u00e7\u00f5es Unidas (UNESCO) votou (com uma maioria de 33-6!) a favor de uma declara\u00e7\u00e3o de que Israel n\u00e3o tem parte no Monte do Templo. O mundo simplesmente n\u00e3o faz ideia de por que estamos aqui. \u00c9 nosso trabalho mostrar que estamos aqui em prol de nos unirmos e espalharmos essa uni\u00e3o pelo mundo, para todas as na\u00e7\u00f5es. Ser-se &#8220;uma luz para as na\u00e7\u00f5es&#8221; significa dar um exemplo de fraternidade e responsabilidade m\u00fatua, preocupa\u00e7\u00e3o, considera\u00e7\u00e3o e empatia, precisamente aquilo que o mundo mais precisa. A responsabilidade que estabelecemos no p\u00e9 do Monte Sinai foi um &#8220;conceito comprovado,&#8221; se preferir. Mas agora \u00e9 hora de a espalhar e ajudar o mundo a encontrar a paz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Tal como emergimos da opress\u00e3o do ego quando sa\u00edmos do Egipto, nosso mundo p\u00f3s-moderno, super-tecnol\u00f3gico est\u00e1 a procurar um caminho de sa\u00edda do ego\u00edsmo que se tornou maligno. N\u00f3s, tal como Mois\u00e9s, temos de mostrar o caminho. Sem nosso exemplo de superar o \u00f3dio, a humanidade vai quebrar-se em peda\u00e7os.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O mundo acusa-nos de provocar a guerra n\u00e3o porque o fa\u00e7amos, mas porque n\u00e3o estamos a espalhar a paz \u2014 primeiro entre n\u00f3s, uma esp\u00e9cie de &#8220;ensaio pr\u00e1tico&#8221; e imediatamente depois entre todas as na\u00e7\u00f5es. N\u00f3s n\u00e3o fomos &#8220;escolhidos&#8221; para ser a Tail\u00e2ndia do M\u00e9dio Oriente, mas para ser um povo virtuoso, cuja qualidade \u00e9 a miseric\u00f3rdia e cuja meta \u00e9 compartilh\u00e1-la. Quando nos tornarmos isto, n\u00e3o haver\u00e1 quest\u00e3o que \u00e9 nosso direito termos um estado soberano e precisamente onde pensamos que ele deve ser.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Passados milhares de anos no ex\u00edlio, somos agora livres de levar a cabo nossa miss\u00e3o. \u00c9 uma oportunidade que n\u00e3o nos devemos permitir perder. As diferen\u00e7as entre n\u00f3s s\u00e3o um abismo profundo. Mas como o Rei Salom\u00e3o disse, &#8220;Amor cobre todos os crimes.&#8221; N\u00e3o devemos temer nossas diferen\u00e7as, mas v\u00ea-las pelas pontes que elas s\u00e3o. Quanto mais subirmos acima delas e nos unirmos, mais forte nosso la\u00e7o ser\u00e1 e mais brilhante nossa luz vai brilhar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Tomemos estes \u00faltimos dias de Pessach e usemos este fim-de-semana para cultivar a fraternidade e amizade. \u00c9 imperativo para o nosso sucesso hoje, como pa\u00eds e como na\u00e7\u00e3o, onde quer que vivamos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>Michael Laitman, um Professor de Ontologia, um PhD em Filosofia e Cabala e um MSc em Bio-Cibern\u00e9tica aplicada \u00e0 Medicina, foi o principal disc\u00edpulo do Cabalista, Rav Baruch Shalom Ashlag (o RABASH). Ele escreveu mais de 40 livros, traduzidos para dezenas de idiomas e \u00e9 um orador procurado.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Publicado originalmente no <strong><a href=\"http:\/\/www.jpost.com\/Diaspora\/Post-Passover-the-birth-of-a-nation-452470\"><em>The Jerusalem Post<\/em><\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na \u00faltima semana, celebr\u00e1mos a liberta\u00e7\u00e3o de nossos antepassados da escravid\u00e3o. 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