{"id":1155,"date":"2016-03-30T06:34:36","date_gmt":"2016-03-30T09:34:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.michaellaitman.com\/?p=1155"},"modified":"2016-07-29T11:46:15","modified_gmt":"2016-07-29T14:46:15","slug":"sobre-consumismo-terrorismo-e-natureza-humana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.michaellaitman.com\/pt\/artigos\/sobre-consumismo-terrorismo-e-natureza-humana\/","title":{"rendered":"Sobre Consumismo, Terrorismo e Natureza Humana"},"content":{"rendered":"<div class=\"content-list-component mt-paragraph text\">\n<p style=\"text-align: justify\">Durante d\u00e9cadas, nos foi dito que se ao menos tiv\u00e9ssemos aquele mais recente autom\u00f3vel\/celular\/par de sapatos\/insira-aqui-o-nome, ser\u00edamos felizes. Mas assim que obtemos a mais nova coisa que nos era garantida nos fazer felizes, nos \u00e9 dito que uma nova coisa acaba de sair e nunca seremos felizes a menos que a tenhamos&#8230; Foi assim que invent\u00e1mos o consumismo.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"content-list-component mt-paragraph text\" style=\"text-align: justify\">\n<p>Em recentes anos, uma nova tend\u00eancia surgiu. Ela chama-se &#8220;<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=bOAIXwUZdU8\" target=\"_hplink\">baixo-consumismo<\/a>,\u201d advogando a compra de somente aquilo que precisamos realmente e sermos conscientes do impacto de nossas aquisi\u00e7\u00f5es sobre o planeta.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"content-list-component mt-paragraph text\" style=\"text-align: justify\">\n<p>Mas evitar ir \u00e0s compras n\u00e3o nos far\u00e1 mais felizes. Ent\u00e3o em vez de questionar, &#8220;Como podemos parar de consumir em excesso?&#8221; devemos perguntar, &#8220;Porque estamos a consumir em excesso em primeiro lugar?&#8221;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"content-list-component mt-paragraph text\" style=\"text-align: justify\">\n<p>Os psic\u00f3logos, Brickman e Campbell, cunharam o termo &#8220;Relativismo Hed\u00f4nico&#8221; para dificilmente descreverem a propens\u00e3o para consumir perpetuadamente. Nos nossos dias chamamos-a pelo seu nome, \u201c<a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Hedonic_treadmill\" target=\"_hplink\">Roda Hedonista<\/a>.\u201d Mas observa um fen\u00f3meno e dar-lhe um nome n\u00e3o explica sua causa. Para entender porque somos t\u00e3o propensos a isso n\u00f3s precisamos de compreender a natureza humana e o curso do seu desenvolvimento.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"content-list-component mt-paragraph text\" style=\"text-align: justify\">\n<p>Como todos os elementos na realidade, n\u00f3s, humanos, consistimos de elementos positivos e negativos. Inspirar e expirar permite a respira\u00e7\u00e3o e o bombear do cora\u00e7\u00e3o e sua expuls\u00e3o do sangue permite a circula\u00e7\u00e3o. Sem eles morrer\u00edamos. Similarmente, o macho e f\u00eamea se complementam um ao outro de modo a permitir a continua\u00e7\u00e3o de nossa esp\u00e9cie e o ciclo de repousar-brincar das crian\u00e7as permite que elas cres\u00e7am saud\u00e1veis.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"content-list-component mt-paragraph text\" style=\"text-align: justify\">\n<p>Em todos os n\u00edveis da realidade, este equil\u00edbrio entre o negativo e positivo \u00e9 mantido, excepto em uma parte do sistema &#8211; o n\u00edvel dos desejos humanos. No meu livro,\u00a0<em><a href=\"http:\/\/www.amazon.com\/Interesse-Pr%C3%B3prio-vs-Altru%C3%ADsmo-Global\/dp\/1508714665\" target=\"_blank\">Interesse Pr\u00f3prio vs. Altru\u00edsmo na Era Global: Como a sociedade pode mudar os interesses pessoais em benef\u00edcio m\u00fatuo<\/a><\/em>, que publiquei h\u00e1 cinco anos atr\u00e1s, demonstrei como os desejos humanos est\u00e3o a evoluir de tal maneira que o elemento negativo est\u00e1 a assumir o controle e faz-nos sair do equil\u00edbrio, para um modo que est\u00e1 a destruir nosso planeta, nossa sociedade e por \u00faltimo a n\u00f3s mesmos. A sobre-amplifica\u00e7\u00e3o dos elementos negativos nos\u00a0nossos desejos se manifesta em excessivo egocentrismo, aliena\u00e7\u00e3o em conjunto com um desejo de explorar os outros para o ganho pessoal.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"content-list-component mt-paragraph text\" style=\"text-align: justify\">\n<p>O problema \u00e9 que nosso instinto natural de pararmos quando temos o suficiente \u00e9 ultrapassado pela nossa necessidade de vencer aos outros &#8211; sendo mais espertos, bonitos, ricos e assim por diante. Quanto &#8220;mais&#8221; conseguirmos anexar aos nossos egos, melhor nos sentimos sobre n\u00f3s mesmos. Consequentemente, nada em n\u00f3s \u00e9 equilibrado. E porque estamos permanentemente desequilibrados, estamos em constante (embora frequentemente inconsciente) ansiedade, ao ponto que confundimos o al\u00edvio (da ansiedade) com a felicidade.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"content-list-component mt-paragraph text\" style=\"text-align: justify\">\n<p>Mas h\u00e1 uma raz\u00e3o pela qual n\u00e3o conseguimos equilibrar nossos desejos como o resto da natureza. N\u00f3s consumimos em excesso pois nos sentimos desconectados uns dos outros, quando de facto estamos conectados numa rede de pensamentos e desejos que ditam quem n\u00f3s somos em praticamente todos os n\u00edveis. E todavia, somente se nos elevarmos acima de nosso egocentrismo seremos capazes de experimentar este n\u00edvel de conex\u00e3o positivamente.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"content-list-component mt-paragraph text\" style=\"text-align: justify\">\n<p>Uma vez que n\u00e3o nos conseguimos elevar acima desta conectividade, odiamos-a e resistimos-lhe de v\u00e1rias maneiras. Os mais subjugados e introvertidos entre n\u00f3s tendem a se afastar da sociedade e se isolarem a si mesmos. Quando eles n\u00e3o conseguem ser felizes frequentemente se afundam na depress\u00e3o e escapam atrav\u00e9s do abuso de drogas e \u00e1lcool, ou at\u00e9 se tornam suicidas. Os menos inibidos entre n\u00f3s tomam o caminho oposto e podem exprimir suas conex\u00f5es quebradas \u00e0s pessoas de maneiras violentas e agressivas.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"content-list-component mt-paragraph text\" style=\"text-align: justify\">\n<p>Tomemos o ISIS como exemplo. H\u00e1 muitos Mu\u00e7ulmanos devotos que n\u00e3o se tornam violentos. Eles mant\u00eam um modo de vida r\u00edgido de acordo com sua f\u00e9, mas n\u00e3o a tentam for\u00e7ar sobre os outros ou punir algu\u00e9m que viva diferentemente.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"content-list-component mt-paragraph text\" style=\"text-align: justify\">\n<p>Os ataques terroristas de Bruxelas de 22 de Mar\u00e7o s\u00e3o o exemplo oposto. Al\u00e9m da ideologia Islamista, ele \u00e9 uma explos\u00e3o de \u00f3dio humano que se tornou misantropia homicida. Em compara\u00e7\u00e3o com tais explos\u00f5es, o consumo excessivo parece fac\u00edlimo de lidar.\u00a0Por\u00e9m, todos esses problemas derivam da mesma raiz: nossa incapacidade de equilibrar o negativo com o positivo dentro de n\u00f3s.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"content-list-component mt-paragraph text\" style=\"text-align: justify\">\n<p>N\u00f3s precisamos somente de ver as not\u00edcias para saber que alcan\u00e7\u00e1mos o ponto de ruptura, onde n\u00f3s temos de nos controlarmos, nossa pr\u00f3pria natureza e restaurar o equil\u00edbrio. Para fazer isso, devemos aprender a nos conectar de uma maneira positiva.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"content-list-component mt-paragraph text\" style=\"text-align: justify\">\n<p>N\u00f3s podemos nos educar para a consci\u00eancia de como a interconex\u00e3o nos beneficia. Em vez de tentarmos impor o baixo-consumismo sobre n\u00f3s mesmos, aprendemos simplesmente como usarmos nossos desejos para o bem comum. E uma vez que adoramos sermos singulares, nossa singularidade vai enriquecer nossas comunidades, sociedades e o mundo no qual vivemos. Em vez de receber, receber, n\u00f3s vamos dar, dar, dar. No entanto porque esse ser\u00e1 o modo geral de conduta na sociedade, vamos acabar por receber infinitamente mais do que poder\u00edamos alguma vez dar a n\u00f3s mesmos.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"content-list-component mt-paragraph text\" style=\"text-align: justify\">\n<p>Numa sociedade onde todos contribuem, teremos muito mais que abund\u00e2ncia material. Desfrutaremos de satisfa\u00e7\u00e3o emocional de sermos capazes de nos exprimirmos de forma criativa e for\u00e7a mental e vigor do constante feedback positivo que receberemos do nosso ambiente social.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"content-list-component mt-paragraph text\">\n<p style=\"text-align: justify\">N\u00e3o temos tempo a desperdi\u00e7ar. A sociedade global est\u00e1 \u00e0 beira do colapso. N\u00f3s, o povo, podemos transform\u00e1-la em C\u00e9u, ou podemos deix\u00e1-la se tornar o Inferno. A escolha \u00e9 nossa e n\u00f3s devemos tom\u00e1-la agora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Publicado originalmente no <strong><em><a href=\"http:\/\/www.huffingtonpost.com\/michael-laitman\/on-consumerism-terror-and_b_9556546.html\" target=\"_blank\">Huffington Post<\/a><\/em><\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante d\u00e9cadas, nos foi dito que se ao menos tiv\u00e9ssemos aquele mais recente autom\u00f3vel\/celular\/par de sapatos\/insira-aqui-o-nome, ser\u00edamos felizes. 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