{"id":1085,"date":"2016-01-19T10:10:01","date_gmt":"2016-01-19T13:10:01","guid":{"rendered":"https:\/\/www.michaellaitman.com\/?p=1085"},"modified":"2016-07-29T12:04:23","modified_gmt":"2016-07-29T15:04:23","slug":"como-eu-achei-meu-professor-de-cabala-uma-noite-chuvosa-em-bnei-brak","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.michaellaitman.com\/pt\/artigos\/como-eu-achei-meu-professor-de-cabala-uma-noite-chuvosa-em-bnei-brak\/","title":{"rendered":"Como Achei Meu Professor De Cabala Uma Noite Chuvosa Em Bnei Brak"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\"><em>H\u00e1 alguns anos atr\u00e1s tive a honra de ser entrevistado pelo autor bestseller William Simon (ver o <a href=\"http:\/\/www.kabbalah.info\/engkab\/kabbalah-video-clips\/the-house-in-the-orchard#.VDrOwVcxijQ\" target=\"_blank\">clipe<\/a>) para uma autobiografia sobre a minha vida. Nunca termin\u00e1mos na realidade o livro, mas pode ler um excerto aqui sobre como achei o meu professor.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Michael e sua fam\u00edlia agora acomodados em Israel, viviam numa penthouse com mordomo, uma fonte de jardim e muitas conveni\u00eancias da alta tecnologia. Ele e Olga haviam escolhido o conforto de Rehovot, a 32 quil\u00f3metros para sul de Tel Aviv, onde podiam escutar os sons da noite e ver as gal\u00e1xias sem as estridentes interfer\u00eancias das luzes citadinas ou sirenes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Passados dois anos de trabalhar com um avi\u00e3o de de ca\u00e7a F4 Phantom, Michael podia respirar de al\u00edvio, ele havia completado o seu servi\u00e7o militar requisitado. A cl\u00ednica dent\u00e1ria produzia com sucesso um vencimento atractivo e seguro. E ele era prospero o suficiente para ter um Buick negro de vidros fumados. Muitas pessoas teriam colocado seus p\u00e9s sobre uma secretaria e dito, &#8220;Consegui.&#8221; Mas n\u00e3o este homem. No silencio de Rehovot, Michael estava agitado com as mesmas quest\u00f5es que haviam mantido sua vida um alvoro\u00e7o durante tantos anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ent\u00e3o chegou o dia na cl\u00ednica dentaria em 1978 em que um homem limpo e barbeado surgiu para uma entrevista. Ele chegou na hora em que Michael estava ocupado a reparar uma das m\u00e1quinas da cl\u00ednica. Chaim Malka tinha a estrutura \u00f3ssea cinzelada de um Europeu embora ele fosse de Marrocos. Apesar da sua educa\u00e7\u00e3o universit\u00e1ria, ele tinha um emprego como t\u00e9cnico de manuten\u00e7\u00e3o de uma f\u00e1brica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Gentil e \u00fatil, Chaim anunciou que o seu trabalho dent\u00e1rio podia esperar e entrou para ajudar Michael com o trabalho de repara\u00e7\u00e3o. Falando enquanto trabalhavam, os dois homens descobriram um interesse compartilhado em Cabala.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ent\u00e3o come\u00e7aram a reunir-se \u00e0 noite para ler Cabala na companhia um do outro. Nesta altura Michael podia ter seu Hebraico de conversa\u00e7\u00e3o mas ainda lutava com a vers\u00e3o antiga e b\u00edblica da l\u00edngua. Chaim come\u00e7ou a ler alto para que ambos pudessem acompanhar o ritmo. As sess\u00f5es nocturnas rapidamente se tornaram seu foco condutor, cinco horas de uma vez, cinco noites por semana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O par de buscadores dedicados examinava textos antigos de Cabala, questionando-se com cada frase. Eles faziam um ao outro perguntas e compartilhavam poss\u00edveis interpreta\u00e7\u00f5es. Continuavam a tentar, esperando achar algumas pequenas verdades que pudessem descortinar. Mas somente em vers\u00f5es popularizadas oferecendo observa\u00e7\u00f5es superficiais podiam eles perceber o sentido. Estes escritos simplificados n\u00e3o forneciam a profundidade que estes buscadores necessitavam; as palavras careciam de qualquer coisa cientifica, como ler vers\u00f5es banda-desenhada de literatura cl\u00e1ssica. Todavia, quando quer que regressassem \u00e0 Cabala cl\u00e1ssica, esbarravam com outro muro de pedra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>Havia uma enorme diferen\u00e7a\u00a0entre onde eles estavam e onde os livros estavam. N\u00e3o a pod\u00edamos cruzar.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">At\u00f3nitos de todos os lados, deixados ao desamparo, Michael assombrava as livrarias de Israel comprando tudo sobre Cabala que podia encontrar. Ele atravessou per\u00edodos de desespero forte o suficiente para lhe dar vontade de desistir. Mas o desejo continuava a se renovar, o impelindo a continuar o esfor\u00e7o. Para Chaim a obriga\u00e7\u00e3o n\u00e3o era t\u00e3o forte mas ele lealmente a demonstrava.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os dois viajaram juntos para visitar v\u00e1rios professores de Cabala, um ap\u00f3s o outro. Michael viu que Chaim era mais tolerante para instrutores de Cabala que encontravam. Se um professor era incapaz de apresentar provas, Chaim era suave no seu criticismo enquanto as reac\u00e7\u00f5es de Michael eram impacientes e exigentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>Meu car\u00e1cter n\u00e3o mudou desde que era crian\u00e7a. Sou extremo na concentra\u00e7\u00e3o de obter a minha meta, dificilmente capaz de pensar sobre qualquer outra coisa. O resto da minha vida \u00e9 secund\u00e1ria. At\u00e9 quando estava com minha fam\u00edlia, pensava sobre o prop\u00f3sito da vida.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>Podia sentir que o problema se tratava das for\u00e7as que gerem nosso mundo e tinha um pressentimento que as respostas estavam na Cabala.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Eles estavam frustrados por n\u00e3o serem capazes de desbloquear essas respostas. Com o tempo Michael veio a perceber que quando a natureza lhe d\u00e1 tal desejo de conhecer a verdade sobre a vida, ela tamb\u00e9m fornece o meio para achar a resposta. Este foi o combust\u00edvel que nutriu sua motiva\u00e7\u00e3o para continuar a procurar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Michael encontrou um professor respeitado de Cabala em Jerusal\u00e9m. Ele e Chaim estudaram com este Cabalista praticamente todas as noites durante seis meses, embora fosse uma hora e meia de condu\u00e7\u00e3o cada dia. Hoje Michael diz da experi\u00eancia, nada ganhei que tivesse ficado comigo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ele j\u00e1 n\u00e3o se recorda certamente durante quanto tempo os dois amigos lutaram com os textos de Cabala sozinhos e procuraram ajuda de professores que n\u00e3o tinham respostas v\u00e1lidas para oferecer. Pelo menos dois anos, pensa ele. Talvez tr\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Uma noite, num impulso, Michael colocou na sua mente a coisa que ele conseguiu pensar que Chaim ainda n\u00e3o havia experimentado. A cerca de 32 quil\u00f3metros para o norte estava a cidade de Bnei Brak, conhecida pela sua popula\u00e7\u00e3o ortodoxa. Talvez ali pudessem encontrar algu\u00e9m capaz de explicar Cabala de uma maneira racional. Chaim concordou na hora os dois se reuniram e sa\u00edram na noite fria e ventosa de inverno. Eles entraram no autom\u00f3vel de Michael, compartilhando a esperan\u00e7a que o aquecedor rapidamente come\u00e7asse a trabalhar e come\u00e7aram a viagem de trinta minutos para a sua esperada ilumina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Chuva caia enquanto conduziam de\u00a0algumas m\u00e3os cheias de lojas inclassific\u00e1veis para uma cidade t\u00e3o pequena que era marcada somente por dois cruzamentos. Agora oito da noite, as ruas estavam todas sen\u00e3o desertas na g\u00e9lida escurid\u00e3o. Conduziria este trilho a lado nenhum? Somente outra viagem in\u00fatil? Outra noite desperdi\u00e7ada?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Um homem solit\u00e1rio estava na rua, um dos muito ortodoxos, vestido todo de preto. Michael parou o autom\u00f3vel, baixou uma das janelas e clamou uma pergunta quase como gra\u00e7a, uma amarga tentativa de humor num esp\u00edrito de desespero. &#8220;Onde se estuda Cabala por aqui?&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Foi um momento absudista equivalente a perguntar a um estrangeiro em Nova Iorque, &#8220;Voc\u00ea conhece o meu Tio Max?&#8221; At\u00e9 num cen\u00e1rio Judeu Ortodoxo, em Israel, a ideia de que certo estranho teria uma resposta para tal pergunta era rid\u00edcula. Pior, n\u00e3o se faz simplesmente uma pergunta destas a um estranho Ortodoxo na rua. Para os Ortodoxos, a Cabala \u00e9 o oposto da religi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mas o homem de negro respondeu como se o pedido fosse uma coisa di\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cVire \u00e0 esquerda e v\u00e1 sempre em frente,&#8221; disse o homem. &#8220;Quando chegar ao pomar, ver\u00e1 uma casa \u00e0 sua esquerda.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Seguindo as direc\u00e7\u00f5es do homem, eles chegaram a um pomar de laranjeiras. E l\u00e1 estava a casa, situada tal como o homem havia descrito, mas escondida e decrepita, parecendo-se a uma cena de um filme de terror.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>Depois de nos esfor\u00e7armos de todas as maneiras poss\u00edveis, somos derradeiramente trazidos ao lugar certo, diz Michael.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Eles estacionaram e caminharam at\u00e9 \u00e0 casa. Estava escuro no interior. O lugar parecia vazio. Chuva empurrada pelo vento esguichava pelas janelas quebradas. Os dois concordaram que a busca era in\u00fatil. Subitamente espiaram um \u00fanico raio de luz vindo de debaixo de uma das portas. Michael \u00a0audaciosamente abriu a porta para revelar meia d\u00fazia de homens velhos vestidos em fatos negros tradicionais dos Ortodoxos, cada um com uma barba branca imaculada. Contra o frio amargo da sala sem aquecimento, todos os homens estavam envoltos de camisolas pesadas, usando luvas negras e com len\u00e7os \u00e0 volta de seus pesco\u00e7os. Velhas cadeiras de madeira estavam encostadas a uma mesa maltratada com rachas t\u00e3o grandes que se podiam colocar livros para servir como estante. Numa das extremidades da mesa, numa poltrona s\u00f3lida com um pedestal cravado para pousar seu livro, se sentava um homem para o qual todos os outros se deferiam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ningu\u00e9m parecia surpreso com a s\u00fabita chegada dos dois estranhos. &#8220;Ouvimos dizer que se podia estudar Cabala aqui,&#8221; anunciou Michael. Sem palavra, o l\u00edder fez um gesto para que tomassem lugares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os homens continuaram a ler \u00e0 luz de uma \u00fanica l\u00e2mpada fluorescente, trocando muito poucas palavras. N\u00e3o era de todo o tipo de estudo que Michael esperava. O l\u00edder n\u00e3o explicava, os outros n\u00e3o questionavam, sondavam ou buscavam. S\u00f3 liam. Quando falavam algumas palavras, Michael reconhecia os idiomas como I\u00eddiche e a h\u00e1 muito n\u00e3o usada l\u00edngua dos tempos antigos, Aramaico. Ele n\u00e3o falava nenhuma delas, nem Chaim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Depois de observar esta cena curiosa durante alguns minutos, Michael cedeu \u00e0 sua impaci\u00eancia habitual, acotovelou Chaim e gesticulou com sua cabe\u00e7a: &#8220;Vamos embora.&#8221; Chaim, o sempre gentil cavalheiro, sussurrou que seria indelicado partirem. Michael resmungou concordar esperar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A sess\u00e3o terminou n\u00e3o pouco depois. O l\u00edder, a quem os outros se dirigiam como &#8220;Rabash,&#8221; perguntou a Michael e Chaim de onde eram eles, que trabalho faziam e o que pretendiam. Suas respostas pareciam satisfaz\u00ea-lo Em Hebraico disse ele, &#8220;D\u00eaem-me os vossos n\u00fameros de telefone, eu arranjo-vos um professor.&#8221; Chaim deu seu n\u00famero mas Michael estava t\u00e3o desiludido e desconcertado pelo que havia visto que nem sequer se incomodou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O par n\u00e3o havia tido sucesso na sua miss\u00e3o. No caminho para casa, o assobio do vento ecoava nos seus sentimentos de vazio, Michael queixava-se amargamente com esta tentativa falhada, tal como tantas outras. Uma ap\u00f3s a outra, os professores todos haviam se provado serem somente contadores de hist\u00f3rias que n\u00e3o tinham respostas para as suas perguntas. E este grupo era ainda pior. Eles eram todos t\u00e3o velhos, seis homens anci\u00e3os, que tinham eles para oferecer?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No dia seguinte no trabalho Michael atendeu o telefone para escutar a voz excitada de Chaim. O velho homem havia ligado como prometido. Ele tinha decidido um professor para eles, algu\u00e9m que lhes falaria em Hebraico. Michael disse que n\u00e3o havia sentido voltar para tr\u00e1s. Era apenas outra perda de tempo. Mas Chaim havia sido treinado numa yeshiv\u00e1, uma escola religiosa e assim tinha uma rever\u00eancia natural por pessoas religiosas. Ele argumentou que deviam tentar pelo menos durante um pouco. Quando Michael hesitou, ele pediu. Contra seu melhor julgamento mas pelo bem da sua amizade, Michael abdicou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Eles regressaram nessa mesma noite, conduzindo novamente trinta minutos na escurid\u00e3o embora desta vez em melhor tempo. Chegando \u00e0 casa, eles encontraram o professor que lhes havia sido atribu\u00eddo. Michael n\u00e3o estava t\u00e3o seguro. Enquanto o homem os conduzia para outra sala, Michael tirava-lhe as medidas. Ele tinha cerca de sessenta e cinco anos ou setenta, baixo e dobrado, com olhos vermelhos e o obrigat\u00f3rio cabelo branco e barba. O homem apresentou-se a si mesmo como Hillel Gelbshtein e convidou o par a se dirigir a ele pelo seu primeiro nome. Por respeito eles chamavam-lhe &#8220;Rav Hillel,&#8221; usando um t\u00edtulo tradicional de respeito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mais tarde Michael viria a saber que Gelbshtein era o neto modesto do homem que havia iniciado o movimento religioso Judaico, Chabad. Hillel deixou o movimento Chabad aos dezoito anos de idade depois de ser apresentado \u00e0 Cabala e desde ent\u00e3o dedicou sua vida a estud\u00e1-la.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Gelbshtein havia comprado c\u00f3pias do <em>Zohar<\/em> e um livro de acompanhamento, o volume um de <em>O Pref\u00e1cio \u00e0 Sabedoria da Cabala<\/em>, para cada um de seus dois novos estudantes. Ele come\u00e7ou a ensinar-lhes do volume da <em>Sabedoria<\/em>. Michael fortaleceu-se: ele e Chaim j\u00e1 haviam passado por este mesmo livro, n\u00e3o uma mas v\u00e1rias vezes. Eles n\u00e3o haviam entendido uma \u00fanica coisa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>Mas quando Rav Hillel abriu o livro e come\u00e7ou a explicar, dentro do primeiro par\u00e1grafo ou dois subitamente senti meus olhos e cora\u00e7\u00e3o a abrir. Seu vocabul\u00e1rio n\u00e3o continha coisa nenhuma sobre &#8220;acreditar,&#8221; ou sobre o que voc\u00ea &#8220;deve fazer.&#8221; Em vez disso, era uma precisa explica\u00e7\u00e3o cientifica sobre a estrutura da realidade, as leis que operam neste mundo e no mundo espiritual.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>Dentro de dois minutos, era \u00f3bvio que o que ele nos contava era l\u00f3gico e real. Senti por dentro que a natureza realmente operava da maneira que ele descrevia e que eu e todos os humanos funcionavam dessa maneira. Suas palavras eram sem emo\u00e7\u00e3o, mas devido \u00e0 exactid\u00e3o de sua explica\u00e7\u00e3o da natureza, achei-as muito, muito emotivas. Ardia em excita\u00e7\u00e3o. Numerosas contradi\u00e7\u00f5es que n\u00e3o havia sido capaz de reconciliar subitamente se clarificaram. Ele estava juntar as pe\u00e7as. Ele criava um\u00a0mosaico\u00a0colorido. Minha desilus\u00e3o havia sido transformada em deleite. Senti-me\u00a0lavado com uma alegria diferente a qualquer coisa que havia sentido, uma sensa\u00e7\u00e3o de al\u00edvio e uma quente satisfa\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>Fiquei cheio de feroz excita\u00e7\u00e3o. Finalmente senti a vida como digna de viver. Minha atitude para a vida e para o mundo haviam melhorado. At\u00e9 me tornei mais tolerante das pessoas com as quais havia percebido ter sido duro.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>Todos os dias despertava com uma sensa\u00e7\u00e3o de alegria, ardendo com desejo de ir para a minha li\u00e7\u00e3o, escutar a minha grava\u00e7\u00e3o das li\u00e7\u00f5es no autom\u00f3vel no caminho, pensando constantemente sobre como as coisas que escutava correspondiam a tudo o que havia aprendido na ci\u00eancia e medicina. Comecei a compreender-me a mim mesmo. Comecei a compreender todos os passados anos da minha busca. E comecei a compreender como isto me ligava a mim a toda a hist\u00f3ria humana.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>Com cada passo de entrar em contacto com a sabedoria da Cabala, podia ver claramente como o mundo f\u00edsico segue leis e for\u00e7as espirituais. E como a Cabala at\u00e9 descreve como os planetas e gal\u00e1xias do universo inteiro se comportam.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Desde cedo, Michael sentia uma conex\u00e3o intang\u00edvel entre o l\u00edder deste grupo matinal e Baal HaSulam, autor dos melhores livros modernos que explicam e interpretam as obras mais seminais da Cabala. Michael e Chaim haviam derramado sobre seus escritos e os estudaram cuidadosamente e todavia nunca conseguiram perceber o conhecimento eles ofereciam. Com o tempo Rav Hillel satisfez a curiosidade de Michael, certamente havia uma conex\u00e3o entre os dois homens. O verdadeiro nome do autor reverenciado como Baal HaSulam era Rabbi Yehuda Ashlag, que havia morrido cerca de trinta e cinco anos mais cedo. O l\u00edder do seu pequeno grupo de estudo, Rabash, era o filho mais velho desse homem, Rabbi Baruch Ashlag.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A sensa\u00e7\u00e3o misteriosa de conex\u00e3o estava finalmente explicada. O homem que passava suas manh\u00e3s e noites a ensinar a uma m\u00e3o cheia de anci\u00e3os numa casa prec\u00e1ria no pomar havia sido treinado em Cabala pelo maior Cabalista do s\u00e9culo 20.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Publicado originalmente no <a href=\"http:\/\/blogs.timesofisrael.com\/how-i-found-my-kabbalah-teacher-one-rainy-night-in-bnei-brak\/\" target=\"_blank\"><strong><em>The Times of Israel<\/em><\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 alguns anos atr\u00e1s tive a honra de ser entrevistado pelo autor bestseller William Simon (ver o clipe) para uma autobiografia sobre a minha vida. Nunca termin\u00e1mos na realidade o livro, mas pode ler um excerto aqui sobre como achei<span class=\"ellipsis\">&hellip;<\/span><\/p>\n<div class=\"read-more\"><a href=\"https:\/\/www.michaellaitman.com\/pt\/artigos\/como-eu-achei-meu-professor-de-cabala-uma-noite-chuvosa-em-bnei-brak\/\">Leia mais &#8250;<\/a><\/div>\n<p><!-- end of .read-more --><\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[1,7],"tags":[271,266,253,268,269,265,264,267,170,256,254,258,257,255,262,259,261,260,270,263],"class_list":["post-1085","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos","category-news","tag-bnei-brak","tag-buscadores","tag-cabala","tag-chabad","tag-chaim-malka","tag-chochma","tag-chochmat-hanistar","tag-hillel-gelbshtein","tag-israel","tag-kabala","tag-kabbalah","tag-more","tag-qabala","tag-qabbalah","tag-rabbi","tag-rav-ashlag","tag-rav-baruch-ashlag","tag-rav-yehuda-ashlag","tag-rehovot","tag-sabedoria-da-cabala"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.michaellaitman.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1085","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.michaellaitman.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.michaellaitman.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.michaellaitman.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.michaellaitman.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1085"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.michaellaitman.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1085\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.michaellaitman.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1085"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.michaellaitman.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1085"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.michaellaitman.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1085"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}